O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Enock Nascimento

Cebola e tulipa

31 de maio de 2018 Enock Nascimento
Compartilhar

Mesmo antes da existência de greves de caminhoneiros ou de locautes de empresários de transporte, a perda de mercadorias sempre tirou o sono dos cidadãos. Na época, naufrágios de navios ou ações de piratas poderiam impedir a chegada de uma carga preciosa e trazer vultosos prejuízos.

Por isso, um rico comerciante holandês ficou muito contente quando soube que uma remessa de valiosos produtos havia chegado em segurança ao porto da cidade. Em agradecimento à boa notícia, o negociante recompensou o marinheiro com uma refeição grátis.

O prato estava saboroso, mas o marinheiro gostava de comida mais temperada. Sentiu-se com sorte quando viu aquele bulbo de cebola no balcão e, sem pensar ou pedir permissão, adicionou o condimento à sua ceia. Foi quando descobriu que a família do comerciante era histericamente “louca por cebola”. O marido, a esposa, os filhos, os servos ficaram desesperados quando o viram mastigando a planta. A polícia foi chamada. O marinheiro foi condenado a ficar seis meses na prisão.

Aviso aos navegantes: não foi cebola que o marujo comeu. Na verdade, ele virou prisioneiro porque havia consumido uma rara tulipa. Naquele lugar (Holanda) e momento da história (século 17), isso significava que o mareante havia destruído uma verdadeira fortuna. No caso, era um bulbo de tulipa Semper Augustus pelo qual o mercador havia pago três mil florins. Este bulbo era tão valioso que, se fosse vendido, o produto da venda poderia ter alimentado toda a tripulação de um navio durante o ano inteiro.

A razão de uma flor virar motivo para prisão ou passar a valer fortunas nos Países Baixos começa em 1593, quando o botânico Carolus Clusius trouxe alguns bulbos de tulipa da Turquia. Seu objetivo era usar a planta para fins medicinais, mas algum tempo depois a flor (cujo significado em turco é turbante) se tornou símbolo de status. Quanto mais rara a tulipa, mais valiosa ela era considerada. Especuladores logo perceberam que podiam lucrar com a demanda e passaram a comprar bulbos para revendê-los a preços ainda mais caros.  Em 1623, um simples bulbo de uma variedade famosa de tulipa poderia custar muitos milhares de florins holandeses.

Para driblar questões naturais, como o fato da tulipa só florescer entre sete a 12 anos após ser plantada, os negociantes inventaram uma nova forma de ganhar dinheiro apostando na alta do preço das tulipas: a especulação financeira. Nas tavernas holandesas, os mercadores não vendem apenas os bulbos de tulipas, mas também o direito à colheita nos anos sucessivos. Todos acreditam que os preços sempre subirão.

Assim, tulipas foram trocadas por terras, animais valiosos. Algumas variedades podiam custar mais que uma casa em Amsterdã. Dizia-se que um bom negociador de tulipas conseguia ganhar seis mil florins por mês, quando a renda média anual, à época, era de 150 florins. Um bulbo de tulipa passou a ser vendido pelo preço equivalente a 24 toneladas de trigo.

Por volta de 1635, a venda de 40 bulbos por 100 mil florins foi um recorde. Naquele ano, uma tonelada de manteiga custava algo em torno de 100 florins e oito porcos graúdos custavam 240 florins. O recorde foi a venda de um dos mais famosos bulbos, o Semper Augustus, por seis mil florins, em Haarlem.

Até que, no inverno de 1636-1637, alguém percebeu que estavam pagando fortunas por nada mais do que uma planta de jardim. Um comprador não honrou o seu contrato e o primeiro calote gerou um pânico que fez com que todos quisessem vender as “ações da tulipa”. Em questão de dias, os preços despencaram.  Muitos dos que haviam dado tudo o que tinham para ter uma tulipa, agora se encontravam apenas com uma planta de pouco valor. O resultado foi uma crise socioeconômica que durou anos para ser debelada.

No futebol atual também há muita distorções de valores e especulação. É difícil entender como jogadores podem custar exorbitâncias equivalentes à renda de países e receber salários de prêmios de loteria. Muitos empresários de atletas enriquecem da noite para dia. Clubes gastam hoje, já contando com “colheitas futuras”. Alguns times gastam o que não têm, contratam jogadores que não podem pagar e ganham títulos que não mereciam; numa espécie de “doping financeiro”.  Nem todos honram os contratos que assinam.

Como forma de prevenir o início de um pânico ou uma crise incontrolável no mercado, a Fifa teve que baixar, recentemente, uma determinação pelo qual irá punir o clube que der calote com perda de pontos e até rebaixamento.

Ou seja, pode provar um gosto muito amargo – e até chorar – quem ter gastos de “tulipa” e formar dívidas com mais camadas que “cebola”.


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Traficantes pulam no rio, fogem e deixam 2,5 toneladas de maconha e armas no barco

FVS registra 232 mortes de bebês menores de 1 ano em 4 meses no Amazonas

Câmara aprova projeto que derruba sigilo sobre gastos públicos

Embaixadores da União Europeia conhecem projetos de pesquisa da UEA

Secretário pede mais investimento para ampliar combate ao crime no AM

Assuntos Amazonas, enock nascimento, futebol brasileiro, Holanda
Cleber Oliveira 31 de maio de 2018
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Cerca de 2,5 toneladas de maconha do tipo skank, três fuzis e munições foram apreendidos (Foto: WhatsApp/Reprodução)
Polícia

Traficantes pulam no rio, fogem e deixam 2,5 toneladas de maconha e armas no barco

22 de maio de 2026
O levantamento mostra taxa de mortalidade infantil de 14,5 óbitos a cada mil nascidos vivos (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Dia a Dia

FVS registra 232 mortes de bebês menores de 1 ano em 4 meses no Amazonas

22 de maio de 2026
Amom Mandel
Política

Câmara aprova projeto que derruba sigilo sobre gastos públicos

21 de maio de 2026
União Europeia
Dia a Dia

Embaixadores da União Europeia conhecem projetos de pesquisa da UEA

21 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?