O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Valmir Lima

CBA: por que ninguém se sente culpado?

14 de junho de 2015 Valmir Lima
Compartilhar


Ninguém se sente culpado pelo fechamento do CBA, o Centro de Biotecnologia da Amazônia, que teve seus últimos pesquisadores mandados pra rua na semana passada. Cada um dos que têm alguma pontinha que seja de responsabilidade aponta o dedo na direção de entes fictícios, como “o Estado”, “a União”. Ninguém assume a falta de vontade política em resolver um problema que parece extremamente simples. O fato é que o Amazonas patina no campo da pesquisa aplicada e é um zero à esquerda na busca de novas matrizes econômicas que desatrele o desenvolvimento do combalido Polo Industrial de Manaus.

O CBA, na verdade, é reflexo do que se tornou a Zona Franca de Manaus e a Suframa aos olhos do Estado e da classe política. No mesmo trilho em que correu o CBA até descarrilar, a Suframa também trafega. O governo federal trata a autarquia como um lixo de difícil reciclagem na engrenagem do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. A indústria do sul, liderada pela paulista, e os políticos das regiões mais desenvolvidas economicamente, não dão a mínima importância para a Zona Franca de Manaus e só a enxergam como um entrave para a economia de seus Estados. E nada se faz no Amazonas de forma articulada com as forças políticas e econômicas para mudar este cenário. O que se vê são vozes isoladas de políticos, de entidades e, muito raramente, de governo.

O CBA, que desde o nascedouro esteve sob a égide da Suframa, de fato nunca existiu. É elementar que, como uma pessoa física, a pessoa jurídica não existe para a sociedade antes de seu registro oficial. Sem personalidade jurídica, o Centro de Biotecnologia foi apenas um trambolho de difícil mobilidade. Todas as autoridades sabiam que sem personalidade jurídica não haveria futuro para o CBA. E por que não se fez uma ação articulada para resolver o problema no âmbito do governo federal?

Ora, em 11 anos de existência, as autoridades do Amazonas não foram capazes de convencer o Palácio do Planalto da importância do CBA para a economia do Estado. E estamos falando de um governo central parceiro de todos os governantes que passaram pelo Estado nesses anos. O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff nunca foram pressionados de fato para resolver o imbróglio entre os três ministérios que poderiam ser responsáveis pelo CBA.

E qual o resultado desses 11 anos de pesquisa, além dos recursos jogados no lixo? Nenhum. Nada do que foi desenvolvido no Centro virou produto patenteado, como era o propósito do Centro de Biotecnologia da Amazônia.

Agora, alguns dos que poderiam e não fizeram tentam “chorar o leite derramado”. No entanto, o fechamento do CBA foi apenas o desfecho de uma catástrofe anunciada há muito tempo, e reflete a falta de visão política: nenhum governo tem política de longo prazo para o desenvolvimento do Estado. A pesquisa aplicada, que deveria estar inserida em uma política estratégica, é pífia nas instituições de ensino e pesquisa do Estado.

O governo está alardeando, agora, a piscicultura como um projeto de desenvolvimento para o Amazonas, mas o que há de estudos e pesquisas nessa área que possa contribuir com esse projeto? Não se resolveu o problema básico para a criação de peixes em larga escala, qual seja, a produção local de ração, ou a redução do seu custo de “importação”. O governo não consegue sequer liberar a compra de insumos da Companhia Nacional de Abastecimento, o que poderia baratear a ração.

Vamos um pouquinho mais além: Manaus teve iniciada, desde a gestão de Serafim Corrêa (2005-2008) na prefeitura, a construção de um terminal pesqueiro. Até hoje o terminal não entrou em operação e o prédio começa a se deteriorar por falta de uso. E não funciona porque ninguém resolve problemas burocráticos.

É assim que tudo funciona nessas terras barés. E tudo isso é feito sem qualquer sentimento de culpa de quem governa.

 


Valmir Lima é jornalista, graduado pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas); mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia (Ufam), com pesquisa sobre rádios comunitárias no Amazonas. Atuou como professor em cursos de Jornalismo na Ufam e em instituições de ensino superior em Manaus. Trabalhou como repórter nos jornais A Crítica e Diário do Amazonas e como editor de opinião e política no Diário do Amazonas. Fundador do site AMAZONAS ATUAL.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

Poluição dos rios preocupa, mas morador de Manaus sente mais o calor

Universidades do Brasil caem em ranking por baixo desempenho em pesquisa

Fim da jornada de trabalho 6×1 tem apoio de 70,7% dos eleitores no AM

Eneva reforça papel estratégico do Amazonas na segurança energética e no desenvolvimento territorial

Assuntos Amazonas Atual, CBA, desenvolvimento, governo, pesquisa, Valmir Lima
Valmir Lima 14 de junho de 2015
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Augusto Barreto Rocha 2023
Augusto Barreto Rocha

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

8 de junho de 2026
agua
Dia a Dia

Poluição dos rios preocupa, mas morador de Manaus sente mais o calor

3 de junho de 2026
Dia a Dia

Universidades do Brasil caem em ranking por baixo desempenho em pesquisa

1 de junho de 2026
Manifestação em Manaus, em novembro, pela defesa da redução da jornada de trabalho: ato público será repetido nesta terça (Foto: ADUA/ Divulgação)
Economia

Fim da jornada de trabalho 6×1 tem apoio de 70,7% dos eleitores no AM

30 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?