
Do ATUAL
MANAUS – O fundador do Hospital Santa Júlia, médico Édson Sarkis, afirmou nesta quarta-feira (17) que a equipe responsável pelo protocolo de segurança não foi acionada durante o atendimento que resultou na morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, em Manaus. A declaração ocorreu ao prestar depoimento à Polícia Civil do Amazonas. Outros dois diretores, Édson Sarkis Júnior e Júlia Sarkis, também prestaram depoimentos.
Segundo o empresário, na noite do ocorrido havia uma enfermeira designada exclusivamente para executar o protocolo de segurança no pronto-socorro, além de outras duas enfermeiras e uma farmacêutica na central do hospital. “Ela não foi acionada, mas existe essa enfermeira. A técnica teve condição de levar a enfermeira, teve condição de levar a farmacêutica”, afirmou.
Ele rebateu críticas de que o hospital não teria protocolos formais. “O hospital tem protocolo, tem protocolo de segurança, tem dupla checagem”, declarou. Édson Sarkis afirmou que a unidade possui reconhecimento máximo da Organização Nacional de Acreditação (ONA 3), classificação de excelência.
Sarkis afirmou que o hospital está colaborando com as investigações e manifestou solidariedade à família de Benício. “Eu sofro junto com eles. Sei da dor da família e compactuo com esse sofrimento”, disse.
A Polícia Civil investiga a morte da criança, ocorrida no dia 23 de novembro, após a aplicação de doses elevadas de adrenalina. De acordo com a apuração, a médica Juliana Brasil prescreveu a dose errada e a técnica de enfermagem Raiza Bentes aplicou o medicamento diretamente na veia da criança.
Além da conduta dos profissionais, o inquérito apura a responsabilidade do hospital quanto à estrutura, aos protocolos de segurança e ao sistema de prescrição de medicamentos.
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