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Dia a Dia

Caseiro revela detalhes do assassinato da líder comunitária Maria das Dores

18 de agosto de 2015 Dia a Dia
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Dupla matou Dona Dora by divulgacao
Adson Dias da Silva e Ronaldo de Paula da Silva (Foto: Erlon Rodrigues/Secom)
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MANAUS – O caseiro Ronaldo de Paula da Silva, 21, conhecido como “Novo” e o motorista Adson Dias da Silva, 38, o “Pinguelão”, foram apresentados na manhã desta terça-feira, 18, na Delegacia Geral de Polícia Civil, em Manaus. Eles são suspeitos de participar do assassinato da líder comunitária Maria das Dores Salvador Priante e foram presos na manhã de segunda-feira, 17, durante uma ação conjunta envolvendo policiais civis que atuam na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru e 31ª DIP de Iranduba, municípios a 68 e 27 quilômetros em linha reta de distância, respectivamente, da capital.

As diligências contaram ainda com o apoio de integrantes da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. As investigações apontam que Ronaldo e Adson participaram do homicídio da líder comunitária, ocorrido na noite da última quarta-feira, dia 12.

De acordo com o delegado titular da 31ª DIP, Paulo Mavignier, a mulher foi sequestrada de dentro da casa onde morava, na Comunidade Portelinha, em Iranduba. A vítima, que tinha 53 anos, foi executada com 12 tiros. O corpo dela foi encontrado na manhã de quinta-feira, dia 13, no Ramal Santa Luzia, quilômetro 51 da Rodovia Manuel Urbano, em Manacapuru.

A prisão

A ação que resultou nas prisões dos infratores teve início por volta das 10h, com a prisão de Adson no momento em que ele saía do Fórum Desembargador Mário Verçosa, situado na Rua Comendador Alexandre Amorim, bairro Aparecida, zona Sul de Manaus. Por volta das 11h, os policiais prenderam Ronaldo em uma residência na Rua Benjamin Roberto, bairro São José, em Manacapuru.

As prisões foram realizadas em cumprimento a mandados de prisão preventiva por homicídio qualificado, expedidos no dia 17 de agosto pelo juiz Aldrin Henrique de Castro Rodrigues, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Manacapuru.

Durante entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira, na sede da Delegacia Geral de Polícia Civil, o delegado Antônio Rodrigues, titular da delegacia de Manacapuru, revelou detalhes do caso.

“A motivação do crime seria a disputa pela liderança da Comunidade Portelinha. Segundo testemunhas, há mais de cinco anos Adson, que foi o mandante do crime, tinha uma rixa com a vítima. Juntando tudo isso mais o depoimento preciso e detalhado do caseiro Ronaldo, que trabalhava com ela há mais de três anos, foi possível desvendar o crime”, disse Rodrigues.

Na ocasião, o delegado Paulo Mavignier explicou como os policiais chegaram até os dois suspeitos. “Nos deslocamos ao local assim que fomos informados sobre o sequestro de Maria das Dores.  No lugar encontramos o caseiro vivo, que nos informou que dois homens entraram na casa da vítima de cara limpa e isso nos causou estranheza. Percebemos, no entanto, que Ronaldo estava com muito medo. Em certo momento, quando garantimos a segurança dele, o rapaz acabou confessando o crime com riqueza de detalhes”, declarou Mavignier.

Conforme a autoridade policial, duas semanas antes do crime Adson teria encontrado Ronaldo em uma lanchonete. Na época, o homem fez uma proposta ao caseiro. Ele daria a Ronaldo R$ 3 mil e mais uma motocicleta em troca de documentos que estariam na residência da vítima. Ronaldo teria pedido, ainda, que fosse informado sobre o horário que a mulher estaria sozinha em casa para executá-la.

“Adson argumentou que Ronaldo não teria alternativa. Ou ele aceitava o dinheiro ou então ele e a família dele seriam executados. Por conta disso, o caseiro concordou em colaborar com o delito. Ele recebeu R$ 1,5 mil pelo serviço. A princípio sabemos que, além do caseiro e de Adson, mais pessoas estão envolvidas no crime. Dois homens que entraram na casa e levaram a líder comunitária e possivelmente mais duas pessoas que estariam dentro veículo. É uma investigação bastante complexa. No entanto ela segue em ritmo avançado”, pontuou Mavignier.

O delegado geral de Polícia Civil do Amazonas, Orlando Amaral, ressaltou que os policiais civis estão empenhados em elucidar os crimes que acontecem no Estado. “Este trabalho está sendo comandado pela delegacia de Manacapuru e realizado em conjunto com a delegacia de Iranduba e apoio de unidades de Manaus e da Seai. A Polícia Civil vem trabalhando incansavelmente para dar uma resposta à população”, enfatizou Amaral.

Adson e Ronaldo serão conduzidos à Casa de Detenção Desembargador Ataliba David Antônio, em Manacapuru, onde irão ficar à disposição da Justiça.

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Assuntos Adson Dias da Silva, Amazonas Atual, assassinato, Iranduba, líder comunitária
Valmir Lima 18 de agosto de 2015
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