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Economia

Caminhoneiros terão linha de crédito de R$ 500 milhões do BNDES

16 de abril de 2019 Economia
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Empresas alegam inconstitucionalidade da medida que institui a política de preços do transporte rodoviário de cargas (Foto: Agência Brasil)
Linha de crédito pretende acalmar caminhoneiros (Foto: Agência Brasil)

Por Talita Fernandes e Ricardo Coletta, da Folhapress

BRASÍLIA-DF – Para conter ameaças de greve de caminhoneiros diante da alta do preço do diesel, o governo de Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira, 16, uma linha de crédito de R$ 500 milhões para a categoria. O valor será disponibilizado para profissionais da área de transporte rodoviário pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “Já tínhamos sinalizado isso para os caminhoneiros autônomos. Está restrito para os que têm até dois caminhões no mesmo CPF”, afirmou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

De acordo com o ministro, o crédito servirá para que os profissionais possam comprar pneus e realizar a manutenção de seus veículos. Cada caminhoneiro terá acesso a um financiamento de até R$ 30 mil.
O anúncio ocorre um dia depois do encontro no Palácio do Planalto que reuniu seis ministros para anunciar medidas que melhorem a vida dos caminhoneiros sem que o Poder Executivo tenha de fazer intervenções no preço do diesel.

A medida está entre as iniciativas que foram discutidas em reunião realizada na segunda, 15, e concluídas na manhã desta terça, no Palácio do Planalto.

A reunião realizada nessa segunda, 15, durou cerca de quatro horas e seis ministros discutiram soluções para a demanda da categoria. Participaram Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Santos Cruz (Governo) e Floriano Peixoto (Secretaria Geral).

Segundo relatos feitos à Folha de S.Paulo, a ideia com o anúncio é transmitir a mensagem de que o governo tem o empenho de atender os caminhoneiros em pautas que vão muito além da questão do diesel. Nos bastidores, auxiliares do presidente veem como inevitável a flutuação do preço do combustível de acordo com a variação do valor do petróleo e câmbio, como é feito hoje. Por isso, será necessário vencer esse descontentamento de outras formas.

A interferência feita pelo presidente Jair Bolsonaro na Petrobras na última semana gerou críticas e impôs à petroleira uma perda de R$ 32 bilhões em seu valor de mercado.

Com os anúncios, a intenção da Presidência é afastar a imagem do governo de intervencionista, mas sem que isso gere descontentamentos entre os caminhoneiros.

Após a reunião, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a estatal é livre para fixar preços dos combustíveis. Auxilares de Bolsonaro afirmam que o presidente não fará nova investida na política de preços, mas o próprio presidente pediu que técnicos lhe explicassem como funciona a formação dos preços de combustíveis. Uma reunião está marcada para a tarde desta terça-feira.

Castello Branco não disse quando a empresa deverá aplicar o reajuste do diesel congelado na semana passada. “Vamos decidir quando vai ser reajustado ou não. É uma decisão empresarial, diferente da decisão do governo, de políticas públicas”, afirmou. “O que significa que a Petrobras é livre (para fixar o preço do diesel)”. “Uma coisa é o governo, outra é a Petrobras”, afirmou.

Bolsonaro admitiu que telefonou ao presidente da estatal, na noite de quinta, pedindo para cancelar o reajuste de 5,7% no combustível.
Castello Branco, no entanto, afirmou que o presidente não ordenou o congelamento. “A decisão foi tomada pela diretoria da Petrobras”, disse. “Ninguém ordenou que a Petrobras não reajustasse”.

Um novo encontro para discutir a questão dos combustíveis está prevista para o fim da tarde desta terça e contará com a participação de Bolsonaro, Castello Branco, integrantes do Ministério de Minas e Energia e da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

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Assuntos BNDES, Caminhoneiros, preço do diesel
Cleber Oliveira 16 de abril de 2019
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