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Economia

Brasileiro atrasa, em média, dois meses o pagamento de dívidas

22 de dezembro de 2016 Economia
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Dívidas (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Número de famílias com dívidas diminuiu no último mês deste ano (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

SÃO PAULO – A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) relativa ao mês de dezembro demonstrou que 56,2% das famílias possuem algum tipo de dívida, o menor patamar registrado desde maio de 2012. Em novembro, o endividamento alcançava 57,3% das famílias e, em dezembro do ano passado, 61,1%, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), responsável pela pesquisa.

“Apesar da desaceleração da inflação, a manutenção do crédito caro, aliada ao alto nível de desemprego, limita o consumo e, consequentemente, reduz os níveis de endividamento. Contudo, em médio prazo, não deve haver um recuo mais intenso dos indicadores de inadimplência devido às condições econômicas adversas”, afirmou o economista da CNC Bruno Fernandes, em nota.

O porcentual de famílias que possui dívidas ou contas em atraso é de 23%, ante 23,4% em novembro e 23,2% na comparação anual. Já o total de entrevistados que informou que permanecerá inadimplente caiu de 9,1% em novembro para 8,7% em dezembro. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o indicador apresenta estabilidade.

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas é de 63,8 dias. Em média, o comprometimento com dívidas é de 6,9 meses, sendo que 32,7% possuem dívidas por mais de um ano. Entre as famílias brasileiras, 21,5% têm mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.

Para 77,1% dos entrevistados, o cartão de crédito permanece como a principal ferramenta de endividamento, seguido de carnês (14 4%) e financiamento de carro (10,4%).

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos Confederação do Comércio, dívidas, inadimplência
Cleber Oliveira 22 de dezembro de 2016
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