
Por Daniela Amorim, do Estadão Conteúdo
RIO DE JANEIRO – O Brasil tem 68,421 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para instituto de previdência no trimestre encerrado em janeiro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado é ligeiramente menor que o verificado no trimestre móvel até dezembro de 2025, quando esse contingente somou um recorde de 68,496 milhões de trabalhadores.
O resultado é sustentado por um avanço do emprego formal no país. No trimestre móvel terminado em outubro de 2025, havia 67,763 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para a previdência.
A proporção de contribuintes entre os ocupados foi de 66,6% no trimestre até janeiro, ante 66,1% no trimestre até outubro.
Informalidade
O IBGE também registrou que 37,5% dos trabalhadores estão no mercado de trabalho informal, menor patamar desde 2020, em meio à pandemia de Covid-19. Porém, o resultado desta vez não ocorre por uma expulsão de trabalhadores informais do mercado de trabalho, mas sim porque a composição da qualidade do emprego atualmente é das melhores da série histórica iniciada em 2012.
A avaliação é de Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.
A menor taxa de informalidade da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) foi de 36,6%, registrada no trimestre até junho de 2020. “Essa taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi retirado do mercado de trabalho naquela época”, frisou a pesquisadora.
Em um trimestre, 284 mil pessoas deixaram de atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho como um todo no período aumentou em 116 mil postos de trabalho. Ou seja, o emprego cresceu via formalidade, enquanto o contingente informal diminuiu.
Em um trimestre, na informalidade, houve redução de 177 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, de 75 mil empregadores sem CNPJ e de 54 mil pessoas no trabalho por conta própria sem CNPJ. Por outro lado, 15 mil pessoas a mais atuaram no trabalho familiar auxiliar e 6 mil a mais como trabalhadores domésticos sem carteira assinada.
A população ocupada atuando na informalidade caiu 0,7% em um trimestre. Em relação a um ano antes, o contingente de trabalhadores informais encolheu em 240 mil pessoas, queda de 0,6%.
