O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

BR-319: a estrada da inércia e da hipocrisia

21 de outubro de 2024 Augusto Barreto Rocha
Compartilhar


MANAUS – Os que advogam contra a rodovia BR-319 sempre recorrem a argumentos que falham em testes mais profundos. O principal deles é o potencial desmatamento. Ele existe mesmo sem o asfaltamento. Se houvesse realmente alguma preocupação com o desmatamento, teríamos que ter governança no entorno daquela estrada de terra e, ao contrário disto, não se constata nenhum esforço nesta direção. Falta Estado, faltam reservas, faltam cientistas, faltam fiscalizações, faltam proteções. Falta tudo. Temos ali a ausência institucional do Estado, tema tão caro aos vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2024.

As falas sobre falta de volume de tráfego só fazem sentido quando se usa uma base de crescimento irreal ou uma taxa de crescimento anual inapropriada ao contexto. De resto, só sobram vacuidades. No fundo a questão é política e, principalmente, para o que se quer a Amazônia e os que aqui vivemos. Para seguir a extrair tributos sem investimentos? Para uma reserva de um futuro que nunca chega? Para tirar fotos?

Ter um território tão gigante sem proveito, em meio aos potenciais existentes é um manancial sem fim de notícias falsas. É interessante como a ausência de política pública vira um elemento central para a construção dos ódios e desafetos políticos, basta olhar para o que se fala da ministra do Meio Ambiente nas redes sociais da Amazônia, mesmo sendo uma reconhecida e aclamada líder no assunto de sua pasta, nacionalmente e internacionalmente.

O que tem levado os habitantes de fora dos centros econômicos do país contra as políticas ambientais não é a política ambiental em si, mas simplesmente o fato de ela ser uma desculpa descarada para não fazer nada nas demais questões.

Além de um desrespeito ao humano, às lideranças locais e aos desejos locais, há um total desprezo sobre o que pensam os locais. Como se precisássemos alguém para pensar por nós, para tutelar e dizer o que é bom e o que não é bom. Só será bom se ficarmos quietos e cordatos, aceitando a inércia secular, com uma arrecadação continuada de impostos, sem investimentos ou contrapartidas. Imagine se fôssemos opinar sobre o que fazer na Serra do Mar ou no Rio Tietê.

Depois da elaboração de um documento dizendo sobre o que fazer para a recuperação da rodovia, ficamos agora rodando em círculos, mesmo que lá já tenha tudo que é necessário. Mesmo no “barro”, há filas de caminhões e ninguém fala ou enfrenta as pontes caídas ou a ausência de balsas para as travessias.

A ausência de um Estado Mínimo que faça a manutenção é o que mais irrita o cidadão da região. O que queremos para a infraestrutura da Amazônia? Os planos nacionais sequer consideram isso, por mais que a soja destinada à exportação esteja, em grande parte, sendo escoada pelo Norte e mesmo com toda a produção de motocicletas do país saindo de Manaus. Fica mais fácil atacar Manaus do que proteger e ampliar os empregos e impostos gerados.

E assim vamos “levando” a Amazônia: sem investimentos, destruindo, arrancando impostos e tirando fotos de preservacionistas. Haja paciência. O país é cortado por rodovias e a Amazônia precisa de cientistas, proteção, empregos, reservas, ciência, tecnologia, inovação, impostos, saúde, respeito e rodovias com proteção ambiental. Fora disso, seguiremos a testemunhar uma destruição lenta e disfarçada, envergonhada pela ausência de oportunidades.

É inacreditável como em alguns assuntos parecemos estar congelados num tempo que nunca passa. Esta rodovia representa a Amazônia em muitas de suas contradições.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Dez municípios concentram 70% dos eleitores do Amazonas, mostra TSE

Gás produzido no Amazonas reforça segurança energética da Região Norte

Maioria do eleitorado no AM é de solteiros e tem entre 25 e 29 anos

Competitividade, soberania e o futuro da indústria nacional

Fim de semana sangrento no trânsito de Manaus: 4 acidentes e 5 mortes

Assuntos Amazonas, Amazônia, BR-319, logística na Amazônia
Cleber Oliveira 21 de outubro de 2024
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Manaus lidera o ranking dos maiores colégios eleitorais, com 1.472.138 eleitores (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Política

Dez municípios concentram 70% dos eleitores do Amazonas, mostra TSE

21 de julho de 2026
Usina Termelétrica
Especial Publicitário

Gás produzido no Amazonas reforça segurança energética da Região Norte

21 de julho de 2026
fila
Política

Maioria do eleitorado no AM é de solteiros e tem entre 25 e 29 anos

21 de julho de 2026
acidente de trânsito
Dia a Dia

Fim de semana sangrento no trânsito de Manaus: 4 acidentes e 5 mortes

19 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?