
Da Redação
MANAUS – Em live nesta quinta-feira, 20, o presidente Jair Bolsonaro citou a criação da ZFM (Zona Franca de Manaus), em 1967, para enaltecer o governo do militar Emílio Médici, que foi indicado para a presidência da República pelo Alto Comando do Exército Brasileiro em 1969, no período da ditatura militar.
“A Embrapa, que nasceu no governo Médici. Pessoal fala tanto de militar, critica o tempo todo a ditadura. Começou lá com o Médici a Embrapa, se eu não me engano. A Ponte Rio-Niterói foi com o Médici também. Zona Franca de Manaus. Imagine Manaus sem a Zona Franca”, disse Bolsonaro.
O presidente aproveitou o momento para “cutucar” os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) que são, respectivamente, presidente e membro da CPI da Covid. “Senador Aziz, você que fala tanto na CPI. Senador Eduardo Braga. Imagine o estado ou Manaus sem a Zona Franca de Manaus”, afirmou.
Bolsonaro também fez elogios ao candidato a prefeito de Manaus nas eleições de 2020 Coronel Menezes (Patriota), aliado que é cotado para disputar a vaga de senador da República no estado amazonense na eleição de 2022. “É uma grande liderança política, séria, honesta e decente”, disse.
A fala do presidente foi vista por parlamentares amazonenses como uma ameaça ao modelo Zona Franca de Manaus. Omar Aziz classificou a fala de Bolsonaro como uma “ameaça velada” e a comparou com uma reação a uma “picadinha” de carapanã.
“Vi (como uma ameaça). Ameaçar a mim e ao Braga, ele pode fazer. Agora, em relação a ZFM não. É uma coisa que ele deixa de uma forma bastante velada. É uma ameaça velada. Mas, se ele faz essa ameaça velada é porque está incomodado com a CPI da Covid”, afirmou Aziz.
O deputado federal Marcelo Ramos (PL) usou as redes sociais para dizer que prefere imaginar a ZFM sem o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele afirmou que Bolsonaro ficou incomodado com a postura dos senadores do Amazonas e lançou a ameaça porque está “apavorado” com o resultado da investigação.
“Ele (Bolsonaro) não tem compromisso com os interesses maiores com o povo do Amazonas. Quando o presidente ameaça a Zona Franca ele não atinge os senadores Eduardo e Omar, ele atinge o emprego de milhares de amazonenses e os negócios que fazem investimento em Manaus”, afirmou Ramos.
O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) disse que a fala do presidente “foi infeliz” e atenta contra o país. “Sem a ZFM, estaremos decretando o fim do agronegócio e fomentando a crise hídrica, com escassez de água sem precedentes nas maiores regiões, como Centro-Oeste e Sudeste”, disse.
O senador do Amazonas, Plínio Valério (PSDB), lamentou a declaração e afirmou que o estado tem outras opções.
“Nós temos mil opções e haveremos de buscá-las e concretizá-las sim. Eu só lamento é que uma declaração dessa que pode cheirar a ameaça. E eu lhe digo que eu imagino sim. Agora eu não imagino, senhor presidente, é o Brasil sem a Amazônia”, disse. “Eu quero dizer uma coisa, não é assim que se deve tratar o Amazonas. Nós merecemos todo o respeito”.
Na quinta-feira, Braga contestou a informação apresentada pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de que faltou oxigênio medicinal em Manaus por apenas três dias. O senador chegou a se exaltar e chamou a declaração do ex-ministro de “informação mentirosa”.
Aziz começou buscando equilíbrio na presidência da comissão. Ele chegou a negar o pedido de prisão do ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República Fábio Wajngarten feito pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), em audiência realizada no 12 de maio.
Nas últimas audiências da CPI da Covid, o presidente da comissão tem investido contra membros do governo Bolsonaro, como a declaração de que a “vaidade” do ex-ministro Ernesto Araújo custou vidas e a ameaça de acareação entre Pazuello e executivos da Pfizer sobre as ofertas de vacina para o Brasil.

Gente! Como vocês deturpam as falas das pessoas! Eu estava vendo o Presidente falar, o que ele quis dizer sobre a Zona Franca de Manaus, é se não tivesse sido criada pelos militares, hoje o povo de Manaus estaria passando por dificuldades e a cidade não teria se desenvolvida! Foi isso wue a msioris do povo entendeu.
Apoiamos, confiamos e votaremos novamente em JAIR BOLSONARO…
“Nós” quem?
Isso é lógico, os políticos estão querendo o tempo todo criar narrativas, inventar histórias…
Não seja ingênuo. É uma ameaça velada. Esse é o modus operandi dos milicianos. A população carioca conhece isso na pele.