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Política

Bolsonaro diz não ter o que falar com a Ucrânia e minimiza sanções à Rússia

28 de fevereiro de 2022 Política
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Jair Bolsonaro minimizou impacto da ômicron (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Da Folhapress

SÃO PAULO – O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse acreditar que as sanções econômicas não devem afetar tanto a Rússia e, mesmo alegando ser a favor da paz, observou que a Ucrânia abriu mão de seu arsenal nuclear na década de 1990: “Não reclame agora”.

Ele também afirmou que não condenaria as ações do presidente russo, Vladimir Putin, já que Putin- segundo Bolsonaro -o teria apoiado em questões relativas à defesa da soberania da Amazônia. As declarações foram dadas na tarde de desta segunda (28) em entrevista à Jovem Pan.

Bolsonaro frisou, mais de uma vez, a relação com Putin. Ele citou a viagem feita à Rússia às vésperas do conflito -agenda criticada por diversos líderes mundiais e mesmo entre aliados -e as importações de fertilizantes.

“Queriam dizer que a autonomia da Amazônia não seria mais nossa, que seria de um pool de países. Quem disse que a Amazônia era nossa foi o presidente Putin. A gente vai construindo (relações). Se países como EUA, França, Reino Unido querem relativizar e a Rússia não, vamos abrir mão disso? Vamos assumir lado daqueles que querem relativizar a soberania da Amazônia?”, declarou ele.

Países da União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido vêm se manifestando contra a invasão russa na Ucrânia. Após declarar ter conversado mais de duas horas com Putin, o presidente brasileiro afirmou não ter o que falar com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia.

“Querem que eu fale com o Zelensky. No momento não tenho o que conversar com ele”, afirmou ele.

Bolsonaro minimizou as sanções impostas à Rússia por iniciar uma guerra contra a Ucrânia. “O mundo todo é interdependente, mas acredito que essas sanções dificilmente prosperem”, afirmou.

Ele também afirmou acreditar que os conflitos não devem se agravar e que não cabe ao Brasil tomar um lado, já que o país é dependente de outros economicamente.

“O Brasil é um grande país, mas um país que tem que entender que tem algumas limitações, e entender que temos essa política de se aproximar de todo mundo e lutar pela paz”, observou ele, acrescentando: “Quem tem razão? Quem ganha a guerra é quem tem mais canhão”.

Apesar de se dizer a favor da paz, ele mencionou, mais de uma vez, que a Ucrânia optou por não ter mais um arsenal nuclear após a dissolução da União Soviética. A fala é semelhante à de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que lamentou mais cedo a falta de bombas nucleares na Ucrânia.

“A Ucrânia abriu mão do seu potencial nuclear. Não vou discutir se está certo ou não, cada país é independente, mas não reclame agora.”

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Assuntos Jair Bolsonaro, Rússia, Ucrânia
Redação 28 de fevereiro de 2022
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