
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – Em resposta ao MP-AM (Ministério Público do Amazonas), a Azul Linhas Aéreas informou que, após o anúncio do Festival Folclórico de Parintins, em 11 de março deste ano, vendeu apenas 21 passagens do trecho Manaus/Parintins, no voo do dia 22 de junho. Segundo a companhia aérea, 72 bilhetes aéreos foram vendidos antes da confirmação do evento.
As informações foram enviadas ao MP no âmbito de uma investigação que apura se houve aumento abusivo no preço das passagens para Parintins após o anúncio do festival, realizado entre os dias 24 e 26 de junho. A investigação foi aberta a partir de uma representação na qual o advogado Lucas Obando de Oliveira denunciou aumento de até 900% no preço dos bilhetes.
No documento enviado ao MP, ao qual o ATUAL teve acesso, a Azul informa que começou a vender as passagens do voo do dia 22 de junho de 2022 em 3 de julho de 2021 e que a menor tarifa, sem incluir a taxa de embarque e serviços adicionais solicitados pelo passageiros, saiu a R$ 73,72 – três passageiros comparam bilhetes com esse valor em outubro do ano passado.
De acordo com a Azul, a aeronave que transportou os passageiros no dia 22 de junho tem capacidade para 118 passageiros. Até 18 de maio deste ano, a companhia havia vendido 116 passagens. Dos assentos vendidos, 23 foram adquiridos através de programa de milhas, e dos 93 restantes, 72 foram adquiridos antes do festival e 21 após a confirmação do evento.
A companhia aérea nega que tenha havido “qualquer irregularidade quanto ao valor da tarifa disponibilizado”. “Vê-se, que com o decorrer do tempo, o valor das passagens alterou-se, o que ocorre, tanto em razão da antecedência da compra, ocupação do voo e demais questões que influenciam no valor da tarifa”, informou a Azul.
Ainda conforme a companhia aérea, a “otimização da tarifa é constante e o valor da passagem aérea é formado de forma absolutamente dinâmica, alterando-se por inúmeros fatores, de modo que o valor de uma passagem para um mesmo voo pode mudar em questão de segundos”. A empresa cita, entre os diversos fatores, o câmbio, a sazonalidade, a demanda e a concorrência.
“A ocupação do voo e antecedência da compra exercem influência no valor da tarifa. Tais elementos evidenciam, portanto, que o preço é dinâmico, e que os valores das tarifas se compõem em razão de diversos fatores, e dentre eles, a demanda e oferta, inexistindo qualquer evidência de aumento abrupto ou abusivo do valor das passagens”, informou a Azul.
Veja a tabela de preços das tarifas vendidas enviada pela companhia ao MP:



Abusivos, sim! Tentei comprar a passagem e estavam cobrando pela Azul, mais de R$3.400,00 reais, comprei pela AmazonBest no mesmo voo por R$1.200,00… valor tão abusivo quanto, 15 minutos antes de fechar o cheick in. Fiz várias cotações ao longo da semana do festival, e todas com preços altíssimos.
Voo vazio, havia 22 pessoas a bordo, o voo atrasou a saída – era para sair às 11:30h e saímos às 11:40h, chegando a Parintins demorou para aterrissar porque havia outras aeronaves na pista.
Esses valores abusivos estão afastando as pessoas do Festival, elitizando o evento.