
Do ATUAL
MANAUS – Um homem de 52 anos foi preso preventivamente em Manaus por abusar sexualmente de quatro crianças, todas netas de sua companheira, no bairro Tancredo Neves, na zona leste da cidade. Conforme a Polícia Civil do Amazonas, a prisão foi cumprida na terça-feira (24) e o caso foi investigado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente.
Segundo a delegada Kássia Evangelista, o avô postiço (termo que se refere ao parentesco por afinidade) se aproveitava da confiança familiar para cometer os abusos. As crianças visitavam a avó nos fins de semana e feriados, e era nesses momentos que cometia os abusos. Conforme a delegada, o homem atraía as meninas para o quarto sob o pretexto de assistir desenhos animados e, longe dos adultos, praticava atos libidinosos e ameaçava consumar o estupro com penetração.
Kássia Evangelista disse que para impedir que as crianças contassem sobre o abuso, o suspeito usava ameaças constantes. Frases como “Se contar, eu vou bater” e “Vai doer” eram repetidas com frequência, disseram as crianças. Segundo a delegada, as intimidações funcionaram por anos, impedindo as denúncias.
A delegada disse que uma das meninas, hoje com 14 anos, foi fotografada pelo suspeito durante os abusos. As imagens eram usadas como chantagem, com ameaças de divulgação caso ela contasse o que sofreu.
As vítimas são três irmãs e a quarta é prima delas. Todas moravam com os próprios pais, mas visitavam regularmente a avó.
Kássia Evangelista disse que os abusos omeçaram quando as crianças tinham entre 5 e 6 anos. Segundo a delegada, a vítima mais velha, hoje com 14 anos, foi abusada pela primeira vez aos 5 anos. Conforme a delegada, a avó das crianças estava gravemente doente e acamada há três anos, sem conhecimento dos abusos e sem condições de proteger as netas. As visitas das meninas, que deveriam ser momentos de afeto a avó, eram exploradas pelo suspeito para abusar delas.
A denúncia foi feita pela mãe de três das vítimas, que ao tomar conhecimento dos abusos levou imediatamente as filhas à delegacia. Segundo a delegada, os depoimentos foram colhidos por meio de escuta especializada, técnica que busca preservar as crianças durante o processo. De acordo com as investigações, exames de corpo de delito confirmaram a materialidade dos crimes, com indícios de conjunção carnal especialmente no caso da adoelscente de 14 anos.
O homem permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Segundo a delegada, ele agiu de forma sistemática e calculada. “Um verdadeiro predador”, disse.
Pena para o crime de estupro varia de 8 a 15 anos de prisão e pode ser agravada considerando o número de vítimas, a duração dos crimes, a relação de convivência e o uso de registros fotográficos para chantagem.
