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Dia a Dia

Aventura na Amazônia que descobriu fauna ‘perdida’ será exibida no Teatro Amazonas

6 de setembro de 2019 Dia a Dia
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floresta amazônica
Expedição foi ao Parque Nacional da Serra da Mocidade, em Roraima (Foto: Divulgação/SEC)
Da Redação

MANAUS – Uma expedição científica em área remota da floresta amazônica, documentada em vídeo, será exibida no Teatro Amazonas. O documentário ‘Novas Espécies – A Expedição do Século’ celebra os 65 anos do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). A exibição será no dia 11 de setembro, às 20h, com entrada gratuita.

O grupo de pesquisadores explorou o Parque Nacional da Serra da Mocidade, em Roraima, um local tão isolado que possui espécies únicas de animais e plantas.

Dez anos de espera
expedição científica
Um grupo de 50 pesquisadores permaneceu 25 dias numa região remota da Floresta Amazônica (Foto: Divulgação/SEC)

Cinquenta cientistas – especialistas em mamíferos, aves, répteis e anfíbios, peixes, insetos, fungos, plantas e geologia – e 20 profissionais de apoio permaneceram 25 dias na região sob coordenação de Mario Cohn-Haft, ornitólogo especializado em aves amazônicas, pesquisador titular e curador das coleções ornitológicas do Inpa. Cohn-Haft vive em Manaus há 30 anos e há 10 planejava a expedição. “A Serra da Mocidade foi o lugar que identifiquei com as maiores chances de hospedar espécies novas para a ciência. Foi o maior alvo da minha pesquisa e a mais esperada expedição da minha carreira”, diz Cohn-Haft.

documentário-na-amazônia
O local é habitat de espécies novas ainda não conhecidas das ciências (Foto: Divulgação/SEC)

Cohn-Haft fala sobre a emoção da descoberta da Serra da Mocidade, uma região no meio da floresta que, por causa do isolamento, reúne condições para o desenvolvimento de animais e plantas ainda não catalogados. Mesmo vivendo na Amazônia há três décadas, ele nunca havia estado no local.

De acordo com os pesquisadores do Inpa, existe a possibilidade de nenhum ser humano ter visitado a Serra da Mocidade antes da equipe. Com o pico a quase dois mil metros de altitude e uma extensão de quase 80 quilômetros de serras completamente cercada por terras baixas, a região não possui terra plana suficiente para pousar um avião, não existem estradas e os rios descem cachoeiras impossíveis de navegar.

O diretor Maurício Dias avalia que o documentário é uma oportunidade para o grande público acompanhar os desafios de uma aventura científica verdadeira. “Os resultados conquistados pela ciência tendem a se restringir ao mundo acadêmico”, afirma. “Acredito que nosso filme colabora para revelar o empenho desses especialistas que não medem esforços em busca de conhecimento”, completa.

Descobertas
documentário-na-floresta-amazônica
Mais de 1.500 espécies, entre plantas e animais, foram documentadas (Foto: Divulgação/SEC)

Mais de 1.500 espécies, entre plantas e animais, foram documentadas pela equipe de cientistas do Inpa, incluindo 95 novos registros para o Brasil e, ao menos, 80 novas espécies para a ciência que continuam em estudo de comprovação. Quatro equipes de filmagem registraram os principais momentos da expedição.

“Sobre os resultados alcançados pela expedição à Serra da Mocidade, dez novas espécies de plantas e animais colhidas já foram publicadas formalmente e as outras permanecem em análise pelas equipes de cientistas do Inpa”, explica Cohn-Haft.

O documentário, narrado pelo ator Marcos Palmeira, é uma coprodução que reúne a Grifa Filmes, Globonews, Globofilmes, Filmland, a produtora alemã Gebrueder BEETZ, o canal ZDF/ ARTE, da Alemanha, e a NHK, do Japão. A produção foi realizada com apoio do Inpa, do Exército Brasileiro por meio do CMA (Comando Militar da Amazônia), do 4º BAvEx (Batalhão de Aviação do Exército), do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e do Parque Nacional Serra da Mocidade.

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Assuntos Amazônia, aventura científica, Documentário, Inpa, Parque Nacional da Serra da Mocidade, Roraima, Teatro Amazonas
Redação 6 de setembro de 2019
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2 Comments
  • Sebastiana Almeida disse:
    24 de setembro de 2019 às 11:50

    Adorei essa iniciativa de divulgar as Unidades de Conservação, contempladas pelo Programa ARPA. Temos que mostrar que a economia da região não se desenvolve apenas com serrarias, laminadoras e garimpo. A região de Novo Ayrão, localizada no Estado do Amazonas, é um exemplo a ser replicado – Terras Indígenas e Unidades de Conservação desenvolvendo um importante papel na manutenção da biodiversidade amazônica, e concomitantemente, na economia local, através da produção de artesanato, do resgate e valorização da cultura indígena, e da inserção das UC, no contexto regional.

    Responder
  • kiki garcia disse:
    17 de novembro de 2019 às 04:37

    É por isso que devemos proteger a floresta amazônica
    Para quem quiser saber mais sobre o Dia da Amazônia : aconselho a visitar a página http://calendario-feriados-brasil.com.br/quantos-feriados/dia-amazonia/

    Responder

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