
Por André Richter, da Agência Brasil
BRASÍLIA – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a execução das penas dos ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, de Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, que ficarão presos em instalação militar.
Os generais do Exército foram levados para as instalações do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília. Heleno foi condenado pela trama golpista a 21 anos de prisão. Nogueira vai cumprir 19 anos de prisão.
Moraes também determinou a execução da pena do general Braga Netto que já está detido em quartel no Rio de Janeiro. Ele permanecerá no mesmo local onde já estava preso.
Em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Moraes determinou que ele vai iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e três meses pela trama golpista na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.O ex-presidente está preso desde a manhã de sábado (22) por determinação de Moraes.
O STF determinou o fim do processo para os réus do Núcleo 1 da trama golpista. Com a decisão, os mandados de prisão para cumprimento de pena estão sendo cumpridos pela PF.
O trânsito em julgado do processo foi reconhecido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, após o fim do prazo para apresentação de novos recursos, que terminou na segunda-feira (24). No dia 14 deste mês, por unanimidade, a Primeira Turma da Corte rejeitou o primeiro recurso de Bolsonaro e de mais seis réus.
Confira as penas definidas para os condenados:
– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;
– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;
– Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos;
– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;
– Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;
– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos;
– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.
