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Dia a Dia

Assassinos da escola de Suzano planejaram ataque durante um ano

14 de março de 2019 Dia a Dia
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Emoção no velório de jovens mortos em Suzano (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
Emoção no velório de jovens mortos em Suzano (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

Por Alfredo Henrique, da Folhapress

SÃO PAULO-SP – A dupla que matou oito pessoas em Suzano (Grande SP) planejava o ataque há cerca de um ano e meio. A informação foi confirmada em sigilo por uma fonte policial que acompanha o caso. Segundo o policial, Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17, conversaram sobre o ataque por meio de mensagens de texto. O teor das conversas não foi informado.

Uma das linhas de investigação da Polícia Civil é a de que o tio de Guilherme tenha descoberto o plano da dupla e, por isso, os criminosos teriam feito uma ‘queima de arquivo’. Outras linhas de investigação não foram esboçadas.

A polícia acrescentou que as armas usadas no crime foram compradas por Monteiro, com o dinheiro que recebeu de um carrinho de cachorro-quente onde trabalhava. O valor das compras e onde foram feitas é verificado pela polícia. Já o carro usado pela dupla, um Onyx branco, foi alugado por Castro, segundo nota da Localiza, em 21 de fevereiro, com devolução para o dia 15 deste mês.

A polícia também divulgou dois cadernos escolares apreendidos no carro usado pela dupla, nos quais há desenhos. O material será analisado por investigadores.

Uma escola pública tradicional na Grande São Paulo, a escola estadual Raul Brasil, em Suzano, foi palco de um massacre no estilo dos ocorridos nos Estados Unidos. Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 planejaram e executaram o assassinato de ex-colegas e funcionários da Raul Brasil usando um revólver, carregadores, uma arma medieval e uma machadinha.

Antes, haviam matado o tio do adolescente. Morreram os estudantes Kaio Lucas da Costa Limeira, Cleiton Antonio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquiades Silva de Oliveira e Douglas Murilo Celestino, e as funcionárias Marilena Ferreira Umezu e Eliana de Oliveira Xavier.

O crime ocorre em meio ao debate sobre posse de armas e chama a atenção pelo longo planejamento e por ter sido cometido em dupla. O presidente Jair Bolsonaro lamentou o atentado seis horas após o ocorrido.

Outros casos

Já houve no país ao menos outros sete casos similares ao de Suzano com atiradores (alunos ou não) dentro de escolas abrindo fogo contra estudantes e outras pessoas.

Em Salvador, um jovem de 17 anos matou duas colegas dentro da sala do colégio particular Sigma e foi preso em flagrante. À época, em 2002, a delegada encarregada do caso afirmou que o revólver calibre.38 utilizado pelo garoto pertencia ao pai, que era perito policial.

Em janeiro de 2003, em Taiúva (a 363 km de São Paulo), Edmar Aparecido Freitas, 18, ex-aluno da escola estadual Coronel Benedito Ortiz, invadiu o pátio da instituição, atirou em alunos, professores e funcionários e depois se matou.

Em abril de 2011, em Realengo (zona oeste do Rio), doze adolescentes -dez meninas e dois meninos- morreram no massacre da escola municipal Tasso da Silveira. Eles foram vítimas de Wellington Menezes de Oliveira, 23, que atirou contra as vítimas na sala de aula.

No mesmo mês, um adolescente de 14 anos que se disse vítima de bullying matou um colega com golpes de faca no interior do Piauí. O caso ocorreu na zona rural da cidade de Corrente, no extremo sul do Estado. Também em 2011, mas em setembro, um aluno de 10 anos de idade que estava no 4º ano atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, e depois se matou na escola Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).

Em abril de 2012, um adolescente de 16 anos atirou em outras três alunas de escola estadual de Santa Rita (região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba). O objetivo do rapaz era acertar um menino de 15 anos com quem havia discutido duas vezes.

O último caso foi em outubro de 2017, quando um adolescente de 14 anos matou dois colegas e feriu outros quatro, em Goiânia. O jovem utilizou uma pistola .40 da mãe, que assim como o pai é policial militar. Segundo a Polícia Civil, na época, o adolescente foi motivado por bullying.

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Assuntos massacre em Suzano
Cleber Oliveira 14 de março de 2019
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