
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS — A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) autorizou, na sexta-feira (29), o início da operação de um porto flutuante destinado à transferência de grãos de barcaças para navios graneleiros do tipo Panamax no Rio Amazonas, em Itacoatiara (a 175 quilômetros de Manaus). A estrutura ficará instalada em frente à cidade.
A empresa também foi habilitada pela Antaq para operar no tráfego internacional, o que permite ao terminal receber embarcações de outros países. As autorizações para o início das operações e para a atuação internacional foram publicadas na edição desta quarta-feira (3) do DOU (Diário Oficial da União).
O TUP (Terminal de Uso Privado), denominado Super Terminais Itacoatiara, ou “Porto Verde”, será operado pela Super Terminais Comércio e Indústria Ltda., uma das maiores operadoras portuárias do Amazonas, que já administra um terminal privado em Manaus.
A área onde o empreendimento será instalado é considerada estratégica. Além de estar localizada no trajeto entre Manaus e o Oceano Atlântico, fica próxima à foz do Rio Madeira, corredor utilizado para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste brasileiro por meio do chamado Arco Norte.
Itacoatiara já tem infraestrutura voltada à movimentação de cargas em navios de grande porte que acessam o Oceano Atlântico pelo Rio Amazonas. Atualmente, segundo dados do governo federal, o município abriga outros dois empreendimentos de perfil semelhante: o TUP Graneleiro Hermasa e o TUP Terminais Fluviais do Brasil. Há também uma ETC (Estação de Transbordo de Carga) operada pela Equador Log.
Há décadas, a Amaggi, proprietária do Terminal Graneleiro Hermasa, realiza o embarque e desembarque de cargas, especialmente grãos transportados de Mato Grosso até Itacoatiara pelo Rio Madeira.
Em 2025, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o Terminal Graneleiro Hermasa foi um dos destaques nacionais do setor, registrando crescimento de 29,9% e movimentação de 12,2 milhões de toneladas.
O modelo adotado pela Super Terminais é semelhante ao utilizado para operações emergenciais de contêineres na seca de 2024. A estrutura é composta por um píer flutuante de 240 metros de extensão e três guindastes. O píer ficará ancorado no meio do Rio Amazonas, no mesmo local onde funcionou o porto provisório.
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