
Do ATUAL
MANAUS — Com 295 mortes em 2023, o Amazonas foi o estado onde mais criança indígenas morreram, segundo o relatório “Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil” apresentado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) na segunda-feira (22). Houve aumento de 26,6%, em comparação a 2022, quando foram registradas 233 mortes. O número é o maior entre as cidades do país e o estado ficou à frente Roraima (179) e Mato Grosso (124).
No Brasil, 1.040 mortes de crianças indígenas com idades entre 0 e 4 anos em 2023 foram por causas consideradas evitáveis por meio de ações de atenção à saúde, vacinação e diagnóstico. Em 2022, foram 835 registros.
Conforme o levantamento, por gripe e pneumonia foram 141 mortes. Outras 88 crianças indígenas foram vítimas de diarreia, gastroenterite e doenças infecciosas intestinais. E 57 faleceram por desnutrição.
Outros rankings
O Amazonas também liderou outros dois rankings, segundo o estudo. Um sobre violência contra o patrimônio. O estado teve 280 casos, seguido de Mato Grosso do Sul, com 190 casos e Mato Grosso, com 112.
Além disso, foi o estado que mais registrou casos de violência por omissão do poder público em 2023, com 56 casos. Os outros dois estados que mais tiveram registros foram Acre, com 50, e Pará, com 34.
Na questão de assassinatos de indígenas, o relatório mostra que se mantiveram como líderes os estados de Roraima (47), Mato Grosso do Sul (43) e Amazonas (36).
