
Da Redação
MANAUS – O Estado do Amazonas e a capital, Manaus, estão fora da zona de alerta em relação às taxas de ocupação dos leitos para pacientes de Covid-19. A situação é referente ao período de 10 a 17 de maio, segundo o Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado na sexta-feira, 21. Mesmo nesta condição, que mostra a estabilidade na queda de novos casos, a FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde) reforça a necessidade de cuidados contra a doença.
O boletim informa que as taxas de ocupação de leitos públicos de UTI Covid-19 para adultos, que vinham mantendo uma tendência de queda lenta nesse período, apresentaram pequenas elevações em muitos estados e capitais interrompendo a melhoria do quadro geral de novos contágios.
A Região Norte foi a que apresentou melhor cenário, com Acre, Amazonas e Roraima se mantendo fora da zona de alerta, com taxas inferiores a 60%. Rondônia, Pará e Amapá apresentaram reduções no indicador de 5, 3 e 4 pontos percentuais respectivamente. Tocantins foi o único da região que teve piora, mantendo-se na zona de alerta crítico, com elevação do indicador de 81% para 89%.
No mapa, é possível verificar os percentuais de ocupação dos leitos de UTI Covid-19 registrados para cada estado e o Distrito Federal.

Quanto às capitais, oito estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 90%: Palmas (92%), São Luís (90%, Teresina (96%), Fortaleza (95%), Natal (94%), Aracaju (100%), Rio de Janeiro (93%) e Curitiba (95%).
Sete capitais estão com taxas superiores a 80% e inferiores a 90%: Porto Velho (89%), Recife (84%), Salvador (81%), Belo Horizonte (80%), Campo Grande (82%), Goiânia (82%) e Brasília (84%).
Nove estão na zona de alerta intermediário, com taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%: Belém (63%), Macapá (75%), João Pessoa (68%), Maceió (76%), Vitória (74%), São Paulo (77%), Florianópolis (71%), Porto Alegre (67%) e Cuiabá (71%).
Apenas três estão fora da zona de alerta: Rio Branco (50%), Manaus (50%) e Boa Vista (36%).
Situação dos leitos

O boletim mostra a evolução da situação dos leitos de UTI Covid no Amazonas desde o ano passado. É possível verificar nos mapas uma inversão da situação do estado na ocupação dos leitos se comparado ao restante do Brasil. De dezembro de 2020 até o começo de fevereiro deste ano, o Amazonas estava no nível crítico e a maioria do país estava dividido entre médio e baixo.
O Amazonas continuou no vermelho até o meio de março e teve redução até atingir o nível baixo agora em maio. A maioria dos demais estados permanece em situação crítica, com apenas alguns chegando ao nível intermediário neste mês.
Alerta
Apesar do sinal positivo, a FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde) emitiu um alerta nesta sexta-feira, 21. Análises epidemiológicas do órgão mostram que o Amazonas continua na fase laranja (fase 3) da doença, que considera moderado o risco de transmissão da Covid-19. Porém, o cenário de estabilidade em número de casos e óbitos requer atenção para evitar retrocesso à fase vermelha.
De acordo com avaliação da FVS, a estabilização em patamar elevado de óbitos e casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), nos últimos 14 dias, influenciam na avaliação de risco, podendo representar tendência de crescimento. A análise da taxa de ocupação hospitalar também reforça o alerta para manutenção dos cuidados de prevenção.
Análise comparativa entre o último dia 28 de abril e segunda-feira, 17, mostra que a pontuação da avaliação de risco passou de 16 para 19 pontos, ainda dentro da fase laranja. A alta é um alerta, segundo a FVS, para que a população mantenha medidas como o distanciamento, uso de máscaras e higienização das mãos.
Esse aumento da avaliação de risco também reflete indicadores como ocupação de leitos clínicos e de UTI na rede de saúde, incluindo leitos gerais e exclusivos para Covid-19, que mostra tendência de crescimento. O último boletim diário da FVS, desta sexta-feira, 21, mostra que, em Manaus, a taxa de ocupação de leitos públicos de UTI Covid está em 54,98% e leitos clínicos Covid estão em 35,82%.
