O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Amazonas é um dos estados mais racistas do país, diz pesquisadora

27 de julho de 2015 Dia a Dia
Compartilhar
Encontro de mulheres ameríndias, realizado no sábado, 25, em Manaus (Foto: Divulgação)
Encontro do Fórum de Mulheres Afro-Ameríndias e Caribenhas, realizado no sábado, 25, em Manaus (Foto: Divulgação)

MANAUS – No mês em que Estatuto da Igualdade Racial completa cinco anos, a historiadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Patrícia de Melo Sampaio declarou que o “Amazonas é um dos estados mais racistas do País”. A declaração foi dada durante o 4º Encontro do Fórum de Mulheres Afro-Ameríndias e Caribenhas realizado em Manaus no final de semana. O evento reuniu cerca de 200 pessoas no Bloco J da Universidade Nilton Lins, zona norte de Manaus. Representantes da Venezuela, Cuba e ativistas dos movimentos Negro, Indígena, de Mulheres, Culturais e da Juventude no Amazonas participaram das atividades.

A professora Patrícia Sampaio é autora do livro “O Fim do Silêncio: a presença negra na Amazônia”, lançado em 2012 e pesquisa o tema há mais de dez anos. “O Amazonas é efetivamente um dos estados mais racistas do País e isso não é só uma frase de efeito. Porque ao lado de todo um processo que é comum ao Brasil de discriminar, excluir, inferiorizar e desqualificar populações negras e indígenas como parte da nossa formação de uma sociedade de privilégio, o Amazonas acrescenta um elemento a mais, nesse processo: ele silencia sobre a presença e participação dos pretos e pretas na sua formação”, declarou Patrícia Sampaio.

A historiadora afirmou que há uma silêncio criminoso sobre a presença de negros e negras no Amazonas que anda na contramão de outros estados que se esforçam de maneira sistemática em fazer reconhecer o valor da cultura  negra na formação de suas sociedades. “Dessa maneira, você destrói a memória histórica, nega a existência de todas esses homens e mulheres que fizeram muito para que nós chegássemos a esse ponto. E, principalmente, você nega às futuras gerações a possibilidade de ter acesso ao seu passado. E quem não conhece o seu passado está condenado a repetir os erros”, afirmou.

Patrícia criticou a massiva indicação da formação da sociedade amazonense entre indígenas, brancos e nordestinos. “Se coloca o nordestino como se fosse uma raça e se ignora que esse povo é formado por não-brancos. Se esquece que tem uma cor por trás disso. O nordeste teve uma grade presença de populações de origem africana e essas pessoas migraram para a Amazônia. O boi-bumbá é maranhense, mas tem forte ligação e raiz nas tradições de matizes africanas”, declarou a historiadora.

A professora afirmou que na Manaus do século 19 as forças de trabalho para o funcionamento da sociedade eram exercidas por negros e negras escravizados, indígenas e negros e negras livres. Manaus tinha uma característica diferente das demais capitais das províncias. Havia um grande número de negros e negras livres mas que viviam sobre a carga do preconceito por causa das cor de suas peles. E até hoje não receberam o reconhecimento de suas contribuições no processo de formação da cidade.

“Índios e negros dividiam as tarefas e trabalhos mais pesados na sociedade manauara. Esses povos compartilhavam a experiência do mundo do trabalho. Na história da formação da cidade de Manaus, o trabalho indígena foi fundamental, ao lado do trabalho das pessoas de origem africana, escravos ou não”, disse.

A historiadora afirma que dados de sensos realizados no século 19 indicam que o Amazonas era a província com menor número de escravos. Cerca de mil. “A província imediatamente anterior era o Mato Grosso com cerca de 6.600. A diferença entre a última e penúltima era de cinco mil escravos. Uma diferença muito grande. Mas os pretos e pretas livres nessa terra tinham que se esforçar para viverem como livres. Sofriam toda a carga do preconceito, da invisibilidade”, declarou.

Patrícia afirmou  que toda esse negação se reflete de forma nociva na sociedade atual tanto nos segmentos que mais diretamente lutam contra a invisibilidade das populações negras quanto nas várias estatísticas que mostram que os negros lideram rankings de agentes e vítimas da violência urbana, por exemplo. “O silêncio é criminoso. Daí a importância dos movimentos sociais organizados. O silêncio sistemático poderia ter impedido que, só no ano passado, cinco comunidades quilombolas fossem reconhecidas no Estado. Temos em Manaus o segundo quilombo urbano do Brasil. Não podemos permitir que essas pessoas desapareçam  do mundo do direito, do acesso especialmente dos direitos à cidadania. Somos um país diverso. Respeitar a diversidade é nossa tarefa, na construção da cidadania desse País. Deve ser o nosso compromisso político mais inalienável”, disse.

 

Resistência indígena

A tucana e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA-ICHL-Ufam), Otacila Barreto, expôs a importância da resistência dos povos indígenas para ocupar espaços de poder com o objetivo de garantir direitos coletivos.

“O acesso à cidadania vai depender da interação entre esses povos. Isso vai fazer com que eles sejam capazes de estabelecer uma união e coesão para garantir que suas reivindicações sejam atendidas. As reivindicações dos povos indígenas são coletivas. É diferente dos não indígenas que lutam pela garantia de direitos individuais e particulares. Temos que ter união para avançar dentro da sustentabilidade”, disse.

Notícias relacionadas

INSS informa vazamento de dados do Dataprev de 50 mil CPFs

Fintechs facilitaram movimentação de dinheiro por Deolane, diz polícia

Governo lança formulário para adesão ao programa de alimentos

Motociclista tem dedo decepado em acidente de trânsito em Manaus

Lei determina proteção imediata à mulher vítima de violência

Assuntos Amazonas Atual, indígenas, negras, negros, Racismo
Valmir Lima 27 de julho de 2015
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Caixa
Dia a Dia

Justiça manda União, Caixa, Funai e INSS pagarem indígenas nas aldeias

14 de maio de 2026
A falta de acesso à internet ou a conexão de baixa qualidade ainda é uma das principais dificuldades para pessoas se manterem informadas (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
Dia a Dia

Internet precária dificulta acesso à informação entre indígenas e nas periferias

14 de maio de 2026
Policiais militares fazem segurança em escola após assalto a professoras (Foto: Murilo Rodrigues/ATUAL)
Dia a Dia

Diretores de 71,7% das escolas têm dificuldade em lidar com violência

7 de maio de 2026
Gianluca Prestianni, do Benfica foi suspenso por seis jogos (Foto: Reprodução/Instagram)
Esporte

Uefa pune Prestianni por ofensas a Vini Jr e o suspende por seis jogos

24 de abril de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?