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MANAUS – O Amazonas tem a segunda pior avaliação da Atenção Primária à Saúde de crianças menores de 13 anos. Na escala utilizada, que varia de 0 a 10, o Estado marcou 4,9 pontos. É o que mostra a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira (21) e realizada no segundo trimestre de 2022.
A pesquisa foi aplicada a pessoas responsáveis pela saúde de menores de 13 anos que receberam pelo menos um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde ou em uma Unidade de Saúde Familiar. Os atendimentos incluíram o acesso a qualquer profissional de saúde para realização de consultas, exames, vacinação, etc.
Os responsáveis atribuíram uma nota ao serviço prestado, tendo como referência a última consulta realizada nos últimos 12 meses anteriores à entrevista.
Na avaliação, foi usado o Instrumento de Avaliação da Atenção Primária à Saúde (do inglês Primary Care Assessment Tool – PCATool). Os escores de avaliação variam de 0 a 10. No PCATool, uma pontuação acima de 6,6 indica uma elevada qualidade de atenção à saúde. No Amazonas, o escore de 4,9 perde apenas para Rondônia, que marcou 4,8 pontos.
A pesquisa questionou sobre a facilidade com que as pessoas usaram os serviços de saúde; regularidade e uso consistente do serviço de saúde ao longo do tempo; capacidade de garantir a continuidade da atenção; e prestação de um conjunto de serviços que atendam às necessidades mais comuns da população.
Também foram verificadas a orientação familiar (que avalia a interação da equipe de saúde com a família e o conhecimento integral dos problemas de saúde); e a orientação comunitária (reconhecimento das necessidades familiares em função do contexto econômico, social e cultural em que vivem).
No restante do país a avaliação também mostra não haver bons níveis de qualidade. A média nacional ficou em 5,7 pontos, abaixo do mínimo para que a atenção à saúde seja considerada boa. A região Norte tem a pior média, 5,4 pontos. Já o Sul se saiu melhor, com 6 pontos. Nenhum estado atingiu a estimativa igual ou superior a 6,6.

Na Pnad Contínua, realizada no segundo trimestre de 2022, havia 38 milhões de crianças menores de 13 anos. Dessas, 31,5 milhões utilizaram algum tipo de atendimento em algum serviço da Atenção Primária à Saúde nos últimos 12 meses anteriores à entrevista. E dos 38 milhões, 75%(28,4 milhões) tiveram como tipo de atendimento uma consulta médica.
Confira a pesquisa completa AQUI.
