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Economia

Alta menor em Alimentação alivia efeito dos combustíveis no IPC-S, avalia FGV

16 de outubro de 2015 Economia
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Agricultores Ceará
A taxa do grupo de alimentos atingiu 0,52% na segunda quadrissemana do mês (Foto:Divulgação)

BRASÍLIA – O arrefecimento no ritmo de alta do grupo Alimentação entre a primeira e a segunda leituras de outubro ajudou a abrandar parte do repasse dos reajustes dos combustíveis para o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da segunda leitura de outubro. A avaliação foi feita na manhã desta sexta-feira, 16, pelo coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti, da Fundação Getulio Vargas (FGV). “A grande novidade é a desaceleração expressiva de Alimentação”, disse.

A taxa do grupo de alimentos atingiu 0,52% na segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados ontem, 15), após 0,72% na primeira medição. Já o conjunto de preços de Transportes acelerou para 1,17%, na comparação com 0,73% anteriormente, por causa dos impactos dos aumentos nos preços dos combustíveis no fim de setembro. O IPC-S, por sua vez, passou de 0,63% para 0,66%.

“A previsão de 0,66% para o IPC-S do fim do mês está mantida. O índice deu aquele salto na primeira quadrissemana (para 0,63% ante 0,42%) e disse que era cedo para revisar a projeção, pois parte do resultado tinha sido por causa de alimentos. Tinha alguma esperança e, de fato, o grupo Alimentação ajudou”, explicou Picchetti. Segundo ele, os combustíveis e energia elétrica serão fatores de pressão de alta no IPC-S este mês, enquanto os alimentos podem seguir abrandando o índice.

Na classe de despesa de alimentos, o abrandamento da taxa veio principalmente dos segmentos de hortaliças e legumes (queda de 5 22% para recuo de 8,60%), frutas (de 2,24% para 1,50%) e carnes bovinas (de 1,90% para 1,54%), segundo o economista.

“Está terminando o período de entressafra (carnes)”, afirmou. Conforme ele, as pesquisas mais recentes (de ponta) mostram que os preços de alguns itens alimentícios estão aumentando a queda, enquanto aqueles que estão subindo estão reduzindo o ritmo de elevação. “Há vários que estão caindo na ponta ou tendo clara desaceleração da alta. Neste sentido, é possível entender o índice de difusão do IPC-S”, disse. O indicador de difusão – que apura o quanto a alta dos preços está espalhada – atingiu 67,06% na segunda leitura do mês, após 71,76% na primeira.

Combustíveis

Já o reajuste de 6% no preço da gasolina nas refinarias no fim de setembro deve continuar pressionando o IPC-S. Entre a primeira e a segunda medições de outubro, a variação da gasolina passou de 0,68% para 1,71%, enquanto a do etanol foi mais além: saltou de 1,55% para 4,05%. “Esses itens devem elevar a pressão. Não devem ajudar o IPC-S, com certeza”, disse, adiantando que a gasolina já está subindo 4,5% nas pesquisas de ponta e o etanol segue na faixa de 4,00%.

Além da influência do combustível, Picchetti disse que a energia mais cara também seguirá empurrando o IPC-S para cima nas próximas leituras. Na segunda quadrissemana, o item mostrou elevação de 0,70% e já está avançando acima dessa marca nos levantamentos atuais, disse Picchetti. Já gás de botijão, cuja variação foi de 11,35% na segunda quadrissemana, deve ajudar a abrandar o IPCS, completou o economista.

Câmbio

Os efeitos da depreciação cambial sobre a inflação medida pelo IPC-S continuam discretos e inclusive há produtos que passaram a registrar queda, de acordo com Picchetti.

Ele citou como exemplo a categoria de geladeira e freezer, que apresentou declínio de 0,92% na segunda leitura de outubro, e a de aparelho de TV, com recuo de 1,19%. “Há sinais de novas quedas”, afirmou. Por outro lado, o pão francês segue em alta, mas o ritmo diminuiu, ao passar de 1,58% na primeira leitura para 1,23% na segunda quadrissemana.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

 

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Assuntos alimentação, Amazonas Atual, FGV, IPC-S
Valmir Lima 16 de outubro de 2015
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