
Da Redação
MANAUS – Manaus é a capital na Região Norte com o menor preço de refeição fora de casa, segundo a pesquisa ‘Preço Médio da Refeição Fora do Lar’, da ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador). O valor médio é de R$ 30,17. Na região, a média é de R$ 33,74 para almoçar fora de casa. O preço está abaixo da média nacional, de R$ 34,84. O valor desembolsado mensalmente com almoço fora de casa fica em torno dos R$ 766,00, o que corresponde a 34% do salário médio do brasileiro.
Em Palmas (TO) e Belém (PA), o preço da refeição é de 38,8% e 14,7%, respectivamente. O estudo foi feito em 22 Estados e no Distrito Federal, num total de 51 municípios, e coletou quase 6,2 mil preços de pratos, no período de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019.
Foi considerado o preço da refeição composta por: prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, na hora do almoço, em estabelecimentos que aceitam voucher refeição como forma de pagamento. “O estudo é um termômetro importante que auxilia as empresas a ponderar sobre o valor do auxílio concedido ao trabalhador. Além disso, serve como referencial para garantir que quem recebe o benefício possa ter acesso a refeições de qualidade, nutritivas e equilibradas”, afirma Jessica Srour, diretora-executiva da ABBT.
Os preços da alimentação variam muito de cidade para cidade e refletem a realidade econômica local. “É importante ressaltar que a pesquisa é um retrato do momento avaliado. As oscilações podem mostrar reposição de perdas nos anos anteriores ou acomodação dos valores de acordo com o momento econômico vivido em cada município”, comenta Jéssica.
Três capitais foram pesquisadas na região: Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO). Com exceção de Manaus, as outras duas cidades apresentaram reajuste bem acima da inflação que foi de 3,75% no mesmo período da pesquisa, segundo o IPCA/IBGE. Na contramão, Manaus apresentou retração de 14,8% nos preços do almoço e perdeu o posto de cidade mais cara para almoçar fora de casa na região que ocupava de acordo com os dados anteriores (veja tabela abaixo).
De acordo com a pesquisa, a variação de preço de um ano para outro foi diretamente impactada pela realidade econômica de cada município. “O país vem atravessando uma fase de econômica pouco aquecida, o emprego e a renda ainda não se fortaleceram e isso afeta diretamente o desempenho dos estabelecimentos. Mais do que qualquer outro segmento, restaurantes são sensíveis a qualquer oscilação”, pondera a diretora-executiva da ABBT.
