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Dia a Dia

Alga produz mais combustível que as culturas tradicionais

6 de março de 2017 Dia a Dia
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(Foto: Embrapa/Divulgação)
Além dos biocombustíveis, podem ser gerados produtos como rações e cosméticos (Foto: Embrapa/Divulgação)

BRASÍLIA – Pesquisa de biocombustíveis realizada em Brasília, pela Embrapa Agroenergia identificou espécies de microalgas que podem ser cultivadas em resíduos líquidos de processamento em agroindústrias, gerando matéria-prima renovável. Além dos combustíveis, podem ser gerados, entre outros produtos, rações e cosméticos. Os estudos duraram três anos e também identificaram espécies na biodiversidade brasileira.

Os estudos utilizaram a vinhaça, formada na produção de açúcar e etanol de cana, e o pome (palm oil mill effluent), gerado no processamento de dendê, aproveitado na fertirrigação das plantações. De acordo com técnicos da Embrapa, utilizá-los como meio para produzir microalgas deverá agregar valor às cadeias produtivas da cana e do dendê, produzindo mais biomassa e óleo para obter energia e bioprodutos.

Produtividade

As microalgas são organismos unicelulares e microscópicos que vivem em meios aquáticos. Elas não são plantas, mas são capazes de realizar fotossíntese e de se desenvolver utilizando luz do sol e gás carbônico. Se reproduzem muito rapidamente, proporcionando grande quantidade de óleo e de biomassa. A produtividade pode ser de dez a 100 vezes maior que de cultivos agrícolas tradicionais. Isso chamou a atenção de setores que necessitam de grandes quantidades de matéria-prima, como biocombustíveis.

Óleos produzidos por algumas espécies quase sempre contêm compostos muito valiosos, como Ômega 3 e carotenoides. Por isso, elas também encontram espaço em indústrias que atendem nichos de mercado e pagam mais caro por matérias-primas com propriedades raras. É o caso dos cosméticos e dos suplementos alimentares.

Segundo a Embrapa Agroenergia, já existem no Brasil pelo menos quatro empresas produzindo microalgas: duas no Nordeste, com foco em nutrição humana e animal, e outras duas no interior de São Paulo, atendendo indústrias de cosméticos e também de rações, além de projetos para tratamento de efluentes.

Mercado

Estudo sobre microalgas do governo dos Estados Unidos mostrou que o uso de linhagens modificadas geneticamente chega a reduzir em 85% o custo de produção. O mercado de biocombustível está em ascensão no mundo. Na Europa, mil ônibus movidos a biometano, um biogás refinado, circulam grandes cidades do continente. Conforme a Associação Europeia de Biogás, a Alemanha, com 185 plantas de produção do biocombustível, é o país com o maior grau de implementação da tecnologia, seguida pela Suécia, com 61.
ar.

(ABr/Agência Brasil)

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Assuntos Biocombustível, Brasília, Embrapa, pesquisa
Redação 6 de março de 2017
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