
Por Leonardo Vieceli, da Folhapress
RIO DE JANEIRO – A paridade salarial lidera a lista das medidas consideradas mais importantes para a promoção da igualdade de gênero no ambiente de trabalho, segundo a avaliação de executivas e executivos da indústria.
A conclusão integra um estudo divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher.
Conforme a entidade, 43% dos entrevistados citaram a paridade salarial como a primeira ou a segunda ação mais importante para a igualdade de gênero no trabalho.
A criação de programas que estimulem a ocupação de cargos de chefia por mulheres aparece depois, lembrada por 26% dos executivos.
Políticas para proibir a discriminação de gênero (25%) e programas de qualificação de mulheres para desenvolvimento profissional (25%) vêm na sequência.
O levantamento ouviu mil executivos industriais, dos quais 40% são mulheres.
A paridade salarial voltou ao centro de debates na semana passada. As discussões ganharam força após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que vai apresentar uma lei para garantir remuneração igual a homens e mulheres que exerçam a mesma função.
Segundo a pesquisa da CNI, de cada 10 indústrias entrevistadas, 6 contam com programas ou políticas de promoção de igualdade de gênero.
O levantamento foi realizado nas cinco regiões do país com representantes de negócios de pequeno, médio e grande porte.
Das políticas de gênero já adotadas nas indústrias, as mais citadas foram apoio ao retorno ao trabalho das mulheres após o término da licença-maternidade (81%) e paridade salarial (77%).
O principal obstáculo para a promoção da igualdade de gênero nas empresas, segundo a pesquisa, é o preconceito. Esse obstáculo foi citado por 21% dos entrevistados.
A cultura machista aparece em segundo lugar (17%). Por outro lado, 14% dos executivos ouvidos disseram não ver barreiras.
O levantamento também investigou se as indústrias contam com áreas específicas para a promoção da igualdade de gênero. Apenas 14% afirmaram manter divisões para o tema. Somente 5% apresentam orçamento próprio para a área.
Confira a pesquisa na íntegra.

Eu exerço a mesma função que um colega meu, e ele recebe mais do que eu porque é mais produtivo e também têm mais qualidades profissionais. Obs: sou homem.
Então se eu for uma mulher apesar dele produzir muito mais do que eu e ter mais qualidades profissionais, significa que devo por lei receber a mesma coisa que meu colega? Se ele ganhar um aumento, também devo ganhar por ser mulher? E se uma mulher entrar na empresa recentemente e meu colega homem já estiver a anos na empresa, o patrão deverá pagar o mesmo salário? O estado se intrometer na economia só traz desgraças, pode ter certeza que essa atitude ai vai deixar muitas e muitas mulheres desempregadas, enquanto uma pequena minoria de mulheres privilegiadas da elite vão se beneficiar. Parabéns estado, criando novas dificuldades pra vida do trabalhador.