
EDITORIAL
MANAUS – O ato de coragem do prefeito de Manaus, David Almeida, em começar o processo de retirada dos flutuantes que poluem visual e ambientalmente o lago do Tarumã-Açu, nas redondezas da cidade de Manaus, não pode ser relativizado por qualquer medida judicial ou administrativa. Retirar os flutuantes deve ser uma tarefa de todas as autoridades e cidadãos que tem amor por Manaus.
A invasão do lago do Tarumã por construções irregulares, se não for freada, transformará aquelas águas no que foi a cidade flutuante da orla de Manaus, desmontada entre 1966 e 1967. A cidade sobre as águas do rio Negro chegou a ter 2.145 flutuantes em 1964, e só foi desmontada pelo governador Arthur Cézar Ferreira Reis, o primeiro governador do Amazonas no regime militar, que ficou no cargo de 1964 a 1967.

Os flutuantes do Tarumã-Açu começaram a ser construídos há pelo menos duas décadas aleatoriamente, sem qualquer controle, sem licença ambiental e em local de propriedade da União, o rio. De acordo com a Afluta (Associação dos Flutuantes do Rio Tarumã-Açu), as embarcações foram autorizadas a se instalar no local por uma licença emitido pela Capitania dos Portos, chamada de “Licença Nada a Opor”.
Atualmente são cerca de mil flutuantes e, segundo a referida associação, apenas os 100 que ela representa tinham licença ambiental, mas estão suspensas por determinação do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Amazonas.
Há duas semanas, a Prefeitura de Manaus notificou todos os proprietários dos flutuantes para que retirem as estruturas da Bacia do Tarumã-Açu de forma voluntária. A medida não é fruto da vontade do gestor municipal, mas atende a uma decisão judicial da Vara do Meio Ambiente da Justiça estadual de dois anos atrás.
É preciso levar adiante o propósito de retirar todos os flutuantes, sem exceção, porque não há regularidade em nenhum deles. Ocupar as águas negras do lago do Tarumã-Açu para esse tipo de construção é uma medida muito mais prejudicial do que invadir terras públicas para a construção de moradias. A quase totalidade das embarcações é usada para o comércio – bares e restaurantes.
Não há dúvida de que a ocupação da região por essas estruturas polui as águas. A grande maioria não tem tratamento de esgoto. Durante toda a semana, mas principalmente nos fins de semana, são ocupados por dezenas, centenas de pessoas que buscam lazer. Como fazem na cidade, esses frequentadores atiram nas águas garrafas, lixo plástico e outros materiais poluentes. Os esgotos dos banheiros dos flutuantes são despejados nas águas, apesar de os proprietários negarem.
Essa sujeira produzida pelos flutuantes desce o rio Negro e passa pelo local onde a concessionária de água e esgoto de Manaus faz a captação de água, na Ponta do Ismael, e desce poluindo tudo pela frente. Uma população inteira sob risco de contaminação para atender a um capricho de pessoas que decidiram invadir as águas mansas do lago do Tarumã-Açu.
Nesta tarefa de retirada dos flutuantes é preciso a união de forças da Prefeitura de Manaus, Governo do Amazonas, Tribunal de Justiça do Amazonas, e todos os órgãos e poderes que desejam uma cidade ambientalmente sustentável.
Não é tolerável que enquanto o mundo clama por um mundo ambientalmente saudável se construam uma monstruosidade desse tipo em pleno coração da floresta amazônica.
Aquele local deve ser transformado em uma grande região de turismo, mas não com uma ocupação desordenada e irregular de flutuantes. A ocupação deve ser feita na orla do lago, e as águas devem servir para passeios de embarcações e ou mergulhos dos frequentadores.
A Prefeitura de Manaus agiu muito tarde para retirar os flutuantes. Em 2001, quando o Ministério Público do Amazonas ajuizou a primeira ação para retirar os flutuantes da orla de Manaus, o que incluía a Bacia do Tarumã-Açu, eram 74 flutuantes. Em 2021, quando o juiz determinou a retirada das embarcações, já eram mais de 500. Dois anos se passaram a agora já são contabilizados 1 mil flutuantes.
Em 2021, as autoridades ambientais do Amazonas já diziam que a Bacia do Tarumã-Açu não tinha condições de suportar todas aquelas embarcações. Atualmente as águas têm o dobro de embarcações.


A prefeitura não possui atribuição para cuidar de um igarapé que sofre influência de um rio federal que é o caso do Tarumã e Rio Negro. A atribuição é da SPU que é federal. Portanto este processo da prefeitura é abusivo e descabido
Independente da atribuição ela tem que gerir para o bem estar social e ambiental pois vende Amazonia. Coisa que esse governo de direita no AM e prefeitura são contra a sustentabilidade. São mercenários. Os índices ambientais e sociais de Manaus e AM são os piores já vistos antes.
Não vai adiantar tirar flutuante pra evitar poluição. Pq o igarapé da compensa e educandos já fazem esse trabalho
O Tarumã-Açu, é um Rio inserido completamente em terras do município de Manauas, desde suas nascentes até sua foz, portanto, é uma bacia que segundo a Lei das águas está sob domínio do Governo do Estado do Amazonas, todavia, a problemática é de ordem municipal, e não cabe a competência federal de Gestão nesse território hídrico conforme a constituição Federal e a Lei das Águas.
Os governantes atuais estão apenas tentando cumprir a decisão oriundas das demandas judiciais. Ocupar um território hídrico de forma desordenada e sem planejamento é só mais uma agressão de impacto ambiental nas diversas áreas de Manaus, e se nãofor feito nada agora teremos mais um igarapé morto. A busca por alternativas de moradia associada à geração de renda remonta apenas reflexos da força do problema social existente em nossa cidade e estado. É uma situação complexa, se fazem algo, não tem coração e se não fazem são omissos…
A grande Questão na verdade está sempre nas críticas redondamente formuladas, contudo, sem apontar soluções, socioambientalmente corretas e sociosustentáveis.
A complexidade do tema é tão grande que demanda envolvimento de várias instituições e de poderes. Devemos ter consciência para avaliar os verdadeiros danos da possibilidade da perda de mais um igarapé para as futuras gerações…
É tão abusivo, os cuidados reais não existem, isso que está ocorrendo é coisas ego, argumentos plausíveis não existem, já que a demostração de preocupação com impacto ambiental é eminente, porquê não resolvem a instalação de estação de tratamento nos afluentes da cachoeira grande – São Jorge, compensa, Cachoeira do Tarumã, Rio grande, mindu e etc???? Maior impacto são estes que a cidade emiti só Rio Negro. Se expliquem porquê não tem alguma atitude real em promover a recuperação desses todos. Esses sim poluente e muito lençol freático e todo ecossistema ligado tanto ao Rio Negro e ao Rio Amazonas.
Totalmente sem noção os argumentos. De fato é uma fonte de para futuros impactos antrópicos ao Rio Amazonas, mas o Rio não é propriedade de ngm, além da própria natureza e da humanidade. O mal do homem é querer se apropriar de tudo que não é dele. Isso conta para ambos os lados, por este motivo devem se aplicar medidas para conter um impacto negativo e crescimento desregulado. Tirar todos os irregulares e deixar apenas aqueles em condição de manter dentro das normas e leis.
Existe um orgao credenciado , Capitania Fluvial da Amazonia Ocidental , que analisa , para cada flutuante, a seguranca e a interferencia de cada flutuante instalado na navegacao local. Após receber o parecer favoravel exarado pelo parte ambiental , poluicao e tratamento de efluentes ( IPAAM) é que autoriza a requerida instalcao. Esses flutuantes , em geral , fazem parte de una associacao de classe e todos de deveriam estar ligados ao orgao do governo estadual que cuida do paisagismo da cidade de Manaus.
A prefeitura não possui atribuição para cuidar de um igarapé que sofre influência de um rio federal que é o caso do Tarumã e Rio Negro. A atribuição é da SPU que é federal. Portanto este processo da prefeitura é abusivo e descabido
Meio ambiente é responsabilidade comum dos entes federados (União, Estados, Municípios e DF), bem assim de toda a coletividade
Não há qualquer impedimento legal para atuação do município de Manaus nessa questão.
Flutuantes que tem o nada a opor, tem sim tratamento de despejo! Não jogamos nada nos rios! Não somos poluidores! Os esgotos de Manaus sim que despejam seus residuos no rio tarumã.
Espero que está ação tenha realmente o objetivo de despoluir… E que após a retirada (se acontecer) espero que não seja feita uma espécie de licitação para exploração da área por grandes empresários… No Rio de janeiro, Cristo Redentor os carros iam até perto do Cristo… Hoje somente uma empresa é autorizada a explorar o transporte àquele ponto turístico. (Opinião)
A retiradas destes poluidores, é necessário, essa cambada de abutres, pedeltas, não estão preocupados com o pior ,seus intuitos, é o ganho monetários ,por isso as pessoa de consciência diria o mesmo remoção a todos.
Deveriam denunciar criminalmente os proprietários dos flutuantes que comprovadamente jogam esgoto no rio
Concordo com a retirada. É uma tragédia anunciada. Não há como comportar todos esses flutuantes, tem que haver um limite e fiscalização rígida para que os flutuantes tenham estrutura que não polua o meio ambiente.
Não é saudável que se tenha flutuantes que sirvam à esse propósito de poluir os rios. Agora, basta que façam projetos em terra firme com estrutura adequada para que impeçam que avance essas construções ilegais nos rios. Passeio? É outra história!
Triste ver uma notícia ser veiculada dessa forma. Não deve ser um jornalista. Descrever a situação dessa forma, além de não retratar a realidade dos fatos, atribui de forma mentirosa comportamentos que não são praticados por todos os proprietários de flutuantes. Sou proprietário de um desses flutuantes e sempre busquei ter todo zelo na conservação daquele maravilhoso espaço. É triste ver uma notícia formulada, publicada e divulgada da forma irresponsável como essa publicação. Realmente deve ser fruto da mente criativa de alguém que não vive a realidade local. De qualquer forma, a ausência do poder público realmente possibilita a ocupação e uso inadequado daquele espaço natural por alguns irresponsáveis. Agora atribuir esse tipo de conduta irresponsável a todos, indistintamente, isso sim é ser leviano.
José Vasconcelos, só o fato de ocupar o espaço que não é de alguém, mas de todos e de ninguém ao mesmo tempo, já é uma ação irregular. Por isso, dizemos que é insustentável a defesa da permanência de flutuantes no local. Porque o senhor com o seu flutuante teria direito a ficar e outros não?
Anos atrás, o então deputado Serafim Corrêa, ao defender a regularização da Bacia do Tarumá-Açu, citou o Lago Paranoá, em Brasília, como exemplo de regularização. Ali não há flutuantes ocupando o espaço que não tem dono, mas é de toda a sociedade. A ocupação e a regularização para essa ocupação é dar margens e não das águas, que é um espaço público e não deve ser ocupado por propriedades de terceiros.
Esse processo já vem se arrastando por muitos anos envolvendo os Órgãos Federais , Estaduais e Municipais que fiscalizam o meio ambiente, infelizmente fazem todo um alvoroço para fazer média e depois abandonam os processos. Espero que dessa vez vá em frente para regularizar aquela área e que depois ela não seja usada para negociação com empresas interessadas.
Nao sou proprietario de flutuante e concordo que permaneçam sim instalados. Mas, que sofram fiscalizaçoes sanitárias rígidas e constantes. Os flutuantes são um diferencial no visual do nosso Rio Negro alem de ser uma otima opçao de laser sustentável e acessível a pessoas comuns. Poluiçao mesmo ja vem desaguando nos nossos igarapés por construçoes habitacionais desenfreadas.. De que adianta deixar o tarumã-açu so para os bacanas passearem em seus iates luxuosos.. e a maioria comprados com dinheiro publico desviado.. Portanto, digo SIM para os flutuantes.
Concerteza irá tirar o pão de muitos trabalhadores.
Já não basta a fome e a pobreza que o povo manaura estar passando na gestão de prefeito e gov.. as águas do nosso rio negro não pertencem a governo algum. Mas sim a todos nós moradores. Povos e nações
Não prescisa botar flutuante para poluir o rio negro. Igarape da compensa e educandos já fazem esse trabalho.
Finalmente vão retirar os flutuantes do Tarumã. É triste ver o quanto as pessoas não se preocupam com a natureza, um local tão importante como a Amazônia, tem o rio invado com flutuantes para festa de final de semana. Além da poluição ambiental, a poluição visual é indiscutível e aumentou exponencialmente nos últimos anos.
Me admiro como tem pessoas a favor de deixar agentes inquestionavelmentes poluidores tomarem conta de mais uma riqueza ambiental que só vem causar benefícios à cidade, a ponto de jogar com justificativas perversas alegando num nivelamento por baixo dizendo que o que já existe, pode ou deve continuar, quando o certo seria acabar com este mal, contanto que também acabem com todos