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© 2022 Amazonas Atual
Sandoval Alves Rocha

A fé e a política

19 de julho de 2024 Sandoval Alves Rocha
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MANAUS – Na semana passada, o site de notícias Amazonas Atual, de Manaus, destacou: “Prefeitos usam até cantores gospel para atrair eleitorado no Amazonas”. A plataforma informou ainda que os gestores contrataram 22 artistas com cachês entre R$ 80 mil e R$ 650 mil para eventos que ocorrerão no período pré-eleitoral. Essa associação entre fé e política convida a uma reflexão.

O primeiro significado atribuído à fé pelo dicionário Michaelis afirma que é a “convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma asserção; credulidade; crença”. Trata-se também do “conjunto de ideias e crenças de uma determinada religião ou doutrina”. A tradição profética da bíblia descortina na vivência da fé a dimensão ética, que leva o crente a se empenhar na prática da justiça e no cuidado das pessoas mais pobres e vulneráveis de uma sociedade, pessoas que sofrem pela exploração e injustiças infligidas pelos poderosos.

Os profetas bíblicos rejeitam e denunciam a superficialidade de uma fé que se limita a uma experiência intimista e individualista, prendendo-se ao devocionismo e ao ritualismo religioso. Para os profetas veterotestamentários, a fé coerente e autêntica abre o crente à dimensão da alteridade e necessariamente se manifesta na prática da justiça e do direito. São conhecidas as denúncias do profeta Amós, que condenava a todos que se tornavam ricos e poderosos à custa dos outros. Os que tinham casas esplendidas, móveis caros e mesas ricamente guarnecidas, defraudando, pervertendo a justiça e esmagando os pobres.

A fé cristã herda esta dimensão profética e a aprofunda ainda mais exigindo da fé a prática do amor solidário e fraterno. A vida de Jesus Cristo foi perpassada pela atitude de amor, indicando que a fé nos impulsiona ao encontro do outro para dele cuidar, rejeitando e denunciando todas as injustiças (individuais e estruturais) que massacram e torturam o ser humano. Este amor abole a omissão e a indiferença aos sofrimentos humanos, levando o cristão a resgatar dos lugares e situações mais difíceis a ovelha perdida, aquele ser mais frágil e marginalizado.

O amor cristão faz de toda a humanidade uma só família e por isso a injustiça não é bem-vinda, pois todos são irmãos e irmãs. A capacidade de amar potencializa o crente para a criação de uma sociedade justa e fraterna, exigindo que a fé se expanda de dentro para fora, superando o individualismo, o sectarismo e o corporativismo. As separações e divisões causadas pelo status social, pelo racismo ou xenofobia não fazem sentido dentro da perspectiva cristã ou são tomadas como faltas graves, uma vez que todas as pessoas pertencem à mesma família dos filhos e filhas de Deus.

Nesta concepção, a fé manifestada no amor ao próximo e ao distante, exige a participação política visando embelezar a convivência humana e gerar estruturas sociais éticas e justas. A política, portanto, é uma forma elevada de praticar o amor e viver a fé, uma vez que ela permite que a ação transformadora alcance regiões remotas e torna visíveis os sinais do Reino de Deus no reino dos homens. Com a política, as dádivas da fé podem ser ampliadas e beneficiam também a natureza, promovendo a proteção e o cuidado da nossa casa comum.

Expressão da fé e do amor, a política pode viabilizar cenários favoráveis ao respeito mútuo entre a natureza e o ser humano, promovendo direitos humanos e a proteção da natureza. Esta conexão positiva pode proteger o homem e a natureza das ameaças do individualismo desordenado e da ganancia ilimitada, gerando políticas públicas justas e uma legislação ambiental imune às investidas de um mercado perverso e destruidor.

Por outro lado, a politicagem pode manipular a fé de muitas pessoas causando a ampliação das injustiças e a deterioração mais intensa da natureza. A politicagem remete ao ódio, à mentira e a destruição do meio ambiente. É preciso garantir que a fé seja aliada da política e não da politicagem.


Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Eleições 2024, fé, política, politicagem
Cleber Oliveira 19 de julho de 2024
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