O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

A falta que faz o pensamento analítico

24 de fevereiro de 2020 Augusto Barreto Rocha
Compartilhar


O pensamento analítico emerge a partir de muitos fatos e dados, derivados de análises matemáticas e estatísticas. Segundo estudos internacionais, como o do PISA, o Brasil está em uma das últimas posições neste aspecto, isso se espelha nas arguições e debates que fazemos sobre qualquer assunto em nosso país e região.

É desolador observar, por exemplo, debates sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM) ou sobre o futuro da economia, sem informações econômicas abundantes. Todos acham algo com base apenas na sua opinião ou lente ideológica, carecendo de fatos e dados para a análise e validação de suas conclusões. Por exemplo, quando se falam em métodos alternativos para a indústria aqui instalada, apresentam-se soluções que não possuem a mínima conexão tecnológica ou de negócio em relação ao contexto econômico da região. Como se fosse possível uma transição entre eletroeletrônicos e bionegócios.

Há um total esquecimento da diferença do perfil de qualificação dos trabalhadores e da distinção entre empresas. Como se fosse possível desligar algo e no dia seguinte ligar outra coisa. Se existir um real interesse em fazer uma transição para outras atividades econômicas, será necessário primeiro criar-se as condições para estas tais atividades que todos dizem ser a vocação da região. Contudo, as leis não entendem que estas atividades são a vocação da região. A formação da mão de obra também não espelha a tal vocação e o mundo também não compra a tal da vocação.

Entre uma vocação e uma realização plena de potenciais existe uma grande distância. Há um intervalo de tempo entre uma nova decisão e o início da colheita de frutos daquela decisão. Recolher resultados de empregos, produção, vendas ou impostos não é algo que aconteça de um dia para o outro. No Brasil, temos facilidade de desmontar estruturas, mas enorme dificuldade para criar modelos, métodos e marcos que levem ao efetivo desenvolvimento.

Em um mundo que busca a indústria e serviços, voltar as vocações para o extrativismo é dar passos atrás no desenvolvimento. Renunciar a indústrias em troca de uma vocação acreditada, porém inexistente. Não temos vocação para o turismo. Temos um potencial longe, muito longe de ser realizado. Se o tivéssemos o Amazonas seria um polo pujante do turismo global. Não temos vocação para o uso da floresta. Se tivéssemos, aqui seria o celeiro da alimentação funcional do mundo.

Não temos vocação para os bionegócios. Se tivéssemos, as grandes companhias farmacêuticas estariam por aqui. Não temos vocação para o transporte pelos rios. Se tivéssemos, a “Manaus Moderna” não seria o nosso porto de conexão para o interior do Estado. Esta mania de achar que somos o que não somos precisa mudar.

Confundimos talento com capacidade de fazer. Potencial com realização. Enquanto seguirmos a acreditar no que dizem e não no que somos verdadeiramente, seguiremos a luta pela defesa do que temos sem uma mínima argumentação analítica, baseada em fatos e dados.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

Eneva celebra o Dia do Meio Ambiente com avanços na bioeconomia em Silves e Itapiranga

Amazônia em pauta: o medo do desenvolvimento

Sem soberania econômica, a Amazônia continuará sendo explorada

A ação da Fiesp e o desafio de uma política industrial menos concentrada

Assuntos Augusto Barreto Rocha, bioeconomia
Cleber Oliveira 24 de fevereiro de 2020
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Augusto Barreto Rocha 2023
Augusto Barreto Rocha

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

8 de junho de 2026
Café
Especial Publicitário

Eneva celebra o Dia do Meio Ambiente com avanços na bioeconomia em Silves e Itapiranga

5 de junho de 2026
Açaí
Economia

Governo identifica cadeia produtiva no AM, mas não inclui no plano de bioeconomia

12 de abril de 2026
BANCO DA AMAZÔNIA
Economia

Banco da Amazônia anuncia R$ 500 milhões para projetos de bioeconomia

21 de novembro de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?