
Este ano, teremos eleições para escolher presidente da República, senadores, deputados estaduais e federais. É o momento da população refletir, repensar e escolher candidatos que melhor podem lhe representar, na esperança de mudanças na sua vida e na sociedade. E há expectativas de grandes mudanças no Brasil.
Todas as pesquisas mostram Lula, Luiz Inácio Lula da Silva, em primeiro lugar. Isso demonstra que a população quer uma mudança, que esse atual Governo Federal é um governo que prejudicou muito o Brasil e o Amazonas.
O Governo Bolsonaro não trouxe investimentos para o Estado. Pelo contrário, aumentaram as desigualdades e o desemprego, além dos cortes de recursos da saúde, da educação. Um governo que acabou com programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, ProUni. O Bolsa Família foi extinto também, apesar de terem criado outro, mas que continua não atendendo a todos que precisam.
O povo quer um governo que olhe para os mais pobres. E o Lula representa muito bem essa esperança.
A representação estadual no Congresso Nacional é muito importante neste momento de grandes mudanças. É preciso aprovar projetos para a retomada dos direitos sociais que foram cortados neste atual governo.
Assim, estou pré-candidato a deputado federal. Quero continuar as lutas em defesa dos direitos da população e dos trabalhadores. Na saúde, lutamos pelos servidores e pelo fortalecimento do serviço público, para que funcione para todos e todas. Assim, buscamos recursos, por meio das emendas parlamentares, para reestruturar as unidades de saúde. Foram cerca de R$ 27 milhões, de 2019 até 2022, para a compra de equipamentos para exames e melhoria de hospitais, como Fundação Cecon, Alfredo da Mata, Hemoam, Tropical, Dr Fajardo, Francisca Mendes, além de Unidades Básicas de Saúde, policlínicas, Instituto da Criança e hospitais no interior do Estado.
Também apoiamos categorias profissionais, como da enfermagem e dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Continuamos cobrando concurso público para fortalecer e ampliar os hospitais, tanto na capital quanto nos municípios do Amazonas.
Na área da educação, ao longo desses quatro anos, foram mais de R$ 74,1 milhões em emendas, para serem aplicadas na melhoria das escolas estaduais, quanto nas escolas técnicas (Instituto Federal do Amazonas – Ifam), nas universidades (Universidade do Estado do Amazonas – UEA – e Universidade Federal do Amazonas – Ufam) de Manaus e do interior, na educação indígena e formação de professores.
Ainda lutamos para garantir que professores tivessem o Fundeb, bem como os precatórios do Fundef, e cobrando também que as escolas tenham mais funcionários, professores, técnicos, auxiliares, além de quadras poliesportivas e bibliotecas, com equipes completas, como bibliotecários, psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas. Porque acreditamos que a educação é o melhor caminho para o desenvolvimento.
Também estamos preocupados com a área da segurança pública. O Amazonas é um dos estados com maior índice de assassinatos. A insegurança preocupa em todos os municípios, sobretudo, com o tráfico de drogas e “guerra” entre facções criminosas.
E a violência contra os indígenas é outra situação alarmante. Vimos o recente assassinato que chocou o Brasil e o mundo: do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, no Vale do Javari, Município de Atalaia do Norte. Duas pessoas que defendiam e lutavam pelos direitos dos indígenas, pelas suas terras e em defesa do meio ambiente. Estamos na luta por justiça, por meio da Comissão Externa da Câmara, da qual estou como coordenador, juntamente com a Comissão do Senado, sobre todas essas situações e mortes envolvendo o Vale do Javari.
Também cobraremos as responsabilidades pelo enfraquecimento e pelo desmonte de estruturas por parte do Governo Bolsonaro. Órgãos que deveriam estar atendendo e defendendo os direitos da população, como Funai, Incra, Ibama, Polícia Federal, mas que hoje atuam de forma deficitária por uma decisão política desse desgoverno.
Vamos continuar lutando pelo Amazonas, pelo povo, pelo interior, pela economia e pela Zona Franca de Manaus, constantemente ameaçada no Governo do Bolsonaro. Assim como Lula e Dilma defenderam a Zona Franca, prorrogando os incentivos fiscais por dez e depois por mais 50 anos, nosso mandato estará sempre na defesa do Polo Industrial de Manaus. Por isso, que, junto com a bancada do Amazonas, entramos na Justiça para garantir os empregos, os recursos para o Estado e a manutenção da Universidade do Estado do Amazonas.
Lembro ainda que sou o deputado que mais se pronunciou na tribuna da Câmara Federal nesses últimos três anos. Toda semana, presto contas com a população, em cima de minha velha Kombi, pelos terminais e ruas de Manaus, mas também pelo interior. Em cada município que visito, converso com o povo, dando transparência ao nosso mandato. E, assim, queremos continuar nessa linha. Por isso, estou pré-candidato a deputado federal, disputando este ano a uma vaga para a reeleição.
A eleição deste ano é a eleição da esperança. Esperança em políticos que não se envolvam em corrupção e que olhem pela população que mais precisa.
PS: Este é o último artigo que escrevo, antes das eleições. Agradeço a direção do Amazonas Atual pela confiança e pela oportunidade de poder escrever um pouco da nossa opinião sobre vários assuntos de interesse do país, do Estado e da população, além de falar sobre o nosso trabalho no parlamento federal.
Até logo!
José Ricardo Wendling é formado em Economia e em Direito. Pós-graduado em Gerência Financeira Empresarial e em Metodologia de Ensino Superior. Atuou como consultor econômico e professor universitário. Foi vereador de Manaus (2005 a 2010), deputado estadual (2011 a 2018) e deputado federal (2019 a 2022). Atualmente está concluindo mestrado em Estado, Governo e Políticas Públicas, pela escola Latina-Americana de Ciências Sociais.
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