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Economia

Setor industrial cresce apenas 0,5% no Amazonas em janeiro

14 de março de 2017 Economia
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Empresas do Polo Industrial de Manaus passam a pagar duas taxas instituídas pela Medida Provisória
Segmento de informática foi um dos que registrou aumento na produção (Foto: Suframa/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – Com apenas 0,5% de crescimento, o setor industrial no Polo Industrial de Manaus (PIM) dá sinais de recuperação. O Amazonas ficou em oitavo entre os Estados que registraram crescimento neste segmento, que inclui o Espírito Santo (4,1%), Pará (2,4%), Goiás (2,4%) e Pernambuco (2,1%), São Paulo (1%), Minas Gerais (0,7%), Santa Catarina (0,6%) e Rio de Janeiro (0,3%). A média da indústria em janeiro ante dezembro foi de uma queda de 0,1%.

A mineração, produção de concentrado para refrigerantes e o segmento de informática são os que registraram maior impulso no período, em Manaus. Ainda seguem com produção em baixa o eletroeletrônico e o polo de duas rodas.

A produção industrial caiu em cinco dos 14 locais pesquisados na passagem de dezembro de 2016 para janeiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada na manhã desta terça-feira, 14, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A queda foi puxada por Bahia (-4,3%), Ceará (-3,4%) e Rio Grande do Sul (-3,1%), locais que registraram taxas positivas no mês anterior: 1,6%, 11,6% e 6,2%, respectivamente. Também registraram queda Região Nordeste (-1,8%) e Paraná (-0,8%).

Pernambuco (14,1%), Espírito Santo (13,4%) e Mato Grosso (13,3%) assinalaram os avanços mais intensos, segundo o IBGE. As altas nesses locais foram impulsionadas, em Pernambuco, pelos setores de produtos alimentícios; no Espírito Santo, pela metalurgia (tubos flexíveis e trefilados de ferro e aço e bobinas a quente de aços ao carbono) e indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural); e, em Mato Grosso, também pelo setor de alimentos.

Na contramão, Bahia (-15,5%) apontou o recuo mais elevado em janeiro de 2017, “pressionado pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica), de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre) e de indústrias extrativas (minérios de cobre, gás natural e óleos brutos de petróleo)”.

Segundo o IBGE, os demais resultados negativos foram observados no Rio Grande do Sul (-4,1%) e na região Nordeste (-2,9%). Na comparação com igual mês do ano anterior, o total do setor industrial brasileiro teve alta de 1,4% em janeiro.

(Com Estadão Conteúdo)

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