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Economia

Desemprego cresce 70% no Estado e atinge 261 mil trabalhadores

23 de fevereiro de 2017 Economia
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Desemprego (Foto: Fábio Pozzebom/ABr)
Demissões são maiores que as contratações na economia do Amazonas (Foto: Fábio Pozzebom/ABr)

Da Redação

MANAUS – Com 261 mil desempregados, o Amazonas fechou 2016 com aumento de 70% no número de pessoas desocupadas, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados do IBGE são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) e registram taxa de desocupação e 14,8% no Estado no quarto e último trimestre do ano passado. A variação em relação ao terceiro trimestre foi de 1,2 ponto percentuais mantendo uma significativa variação. Na comparação com mesmo trimestre do ano anterior, a variação foi de 5,7 pontos.

“Com a divulgação do último trimestre de 2016 é possível afirmar que a média de desocupação no ano ficou em 13,6% que se comparada com a média de 2015 (9,5%) foi maior com uma variação de 4.1 pontos percentuais. Na comparação das médias da taxa de desocupação, dos últimos cinco anos, podemos perceber que o ano de 2016 foi aquele com a maior média da série”, informou o IBGE. Comparando a taxa média de desocupação de 2016 com a média de 2014 no início da crise econômica, vemos que saltou de 7,7% para 13,6%, diferença de 5,8 pontos percentuais.

O nível de ocupação, que representa o percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar, chegou a 52,8% no quarto trimestre, com uma variação de -1,2% em relação ao trimestre anterior e -1,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior

Força de trabalho

A taxa de participação na força de trabalho foi de 62,0% no quarto trimestre, lembrando que essa taxa representa o número de pessoas na força de trabalho em relação àquelas em idade de trabalhar. Em relação ao trimestre anterior essa taxa teve uma variação de 0,5%. Na comparação com igual trimestre de 2015, a variação foi de 1,9%.

No último trimestre de 2016 a população em idade de trabalhar no Amazonas alcançou 2.836.000 pessoas. A variação teve um crescimento de 0,2 em relação ao trimestre anterior. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (2015), a variação foi de 1%.

A média de 2016 para este indicador foi de 2.826 mil pessoas, que se comparado como ano anterior (2.773 mil) foi 53,3 mil pessoas a maior. Na comparação com início da série em 2012, o indicador acumulou crescimento de 267,3 mil pessoas.

A população na força de trabalho que compreende as pessoas que estavam ocupadas e as que estavam desocupadas (disponível para o trabalho). No último trimestre do ano passado, este grupo, alcançou 1.759 mil pessoas variando em relação ao trimestre anterior em 0,7%. Já com relação ao mesmo trimestre de 2015 a variação foi de 4,2%. A cada ano aumenta o número de pessoas que entram nesse grupo; em 2016 foram 71 mil pessoas que entraram.

A média do ano de pessoas na força de trabalhou foi de 1.769 mil pessoas. Portanto superior ao ano anterior (2015) que registrou média de 1.693.00 pessoas. Assim, o ano de 2016 concentrou maior de número de pessoas ocupadas e desocupadas desde o início da série em 2012.

Ocupadas

No Amazonas, o número de pessoas ocupadas no último trimestre de 2016 foi de 1.498 mil. A variação em relação ao trimestre anterior foi de -2,1%. Já com relação ao mesmo trimestre de 2015, a variação foi de -2,4% (menos 36 mil postos).

A média de pessoas ocupadas durante 2016 foi de 1.529 mil pessoas. Este número foi menor que 2015 quando a média foi de 1.532.000 (-0,2%). De 2012 até 2015 a média estadual vinha aumentando. Em 2012 no início da pesquisa o número foi de 1.448.000. Assim de 2012 para 2016 o incremento de pessoas ocupadas foi de 80 mil pessoas (5,5%). Em relação a 2014 quando do início da crise econômica, o crescimento foi de apenas 7 mil pessoas (0,4%).

Outro fator que colabora com o aumento da taxa de desocupação é que mais pessoas entram no mercado de trabalho (força de trabalho) a cada período.

Desocupadas

No quarto trimestre o número de pessoas desocupadas que procuraram trabalho no Estado foi de 261. Comparado com o trimestre anterior, a variação foi de 8,6%. Já na comparação com igual período de 2015 a variação ficou em 70% (107 mil).

A média de pessoas desocupadas em 2016 foi de 240 mil. Já em 2015 ficou em 161.000.  A média de 2012 foi 152.000 e a média de 2014 foi de 128.000. Portanto houve no período um crescente real, com uma pequena variação em 2014. De 2016 para 2015 o aumento foi de 49,5%, a maior de um ano para outro desde o início da série.

As pessoas foram da força de trabalho são aquelas que não estavam ocupadas e nem desocupadas. Ou seja, não tinham interesse em trabalhar por um motivo ou outro. Este grupo, alcançou 1.076 mil pessoas no último trimestre de 2016. A variação em relação ao trimestre anterior foi de 1,7%. E na comparação com igual trimestre do ano anterior (2015) a variação foi de -3,9%

A média de pessoas fora da força de trabalho em 2016 foi de 1.057 mil, menor que em 2015 com 1.080 mil (-2,1%). Tendência normal, pois, geralmente quando ocorre uma crise na economia, as pessoas tendem a está menos disposta a trabalhar e concorrer com aquelas que já estão no mercado de trabalho.

A Pnad Contínua também avalia os grupamentos de atividade. Agricultura, comércio e indústria são os grupamentos de atividade que mais ocupam mão de obra no Estado. Nesse indicador a atividade que sofreu a maior queda no número de postos de trabalho foi comércio (-18.000 postos). Em relação ao trimestre anterior a variação do comércio foi de -5.9%. Já em relação ao mesmo trimestre de um ano atrás (2015) a queda foi de -0,8%.

Considerando o rendimento médio habitual pela posição na ocupação, a PNAD Contínua apurou que os empregadores possuem a melhor remuneração com R$3.884,00 de rendimento médio mensal. Vindo em seguida os empregados do setor público com R$3.017,00 no trimestre. Os trabalhadores domésticos e os por conta própria são os que possuem as piores medias (R$706,00 e R$859,00) respectivamente.

Os empregados do setor privado foram aqueles que tiveram os maiores valores de queda dos seus rendimentos (-R$253,00) em um ano). Empregado do setor público foi a posição que teve maior aumento de rendimento (R$188,00).

Rendimento

Quanto aos rendimentos, agricultura e serviços domésticos continuam sendo as atividades que pior remuneram seus trabalhadores (R$499,00 e R$706,00) no 4º trimestre.

Por outro lado, administração pública e informação, e comunicação são aquelas atividades que melhor remuneram seus colaboradores (R$2,757,00 e R$1.899,00 de média salarial, respectivamente).

Percentualmente, em um ano, foram os trabalhadores de informação e comunicação que tiveram as maiores perdas (-21,5%); no mesmo sentido outros serviços reduziu sua média salarial em -18,6%.

Já considerando as perdas em valores monetários, os trabalhadores de comunicação, lideraram as perdas com -R$520,00 em um ano; seguidos dcomércio com -R$232,00.

Analisando o rendimento médio das atividades, verifica-se que todas tiveram queda na comparação com igual período de 2015.

A massa de rendimento das pessoas ocupadas no quarto trimestre de 2016 atingiu 2,119 milhões de reais. A variação em relação ao terceiro trimestre foi de -4,5% o que representou a menor em 99 milhões. Já a variação em relação ao mesmo trimestre de 2015 foi de -14,5% 9MENOS 359 milhões). A média da massa de rendimento em 2016 fechou em 2.309 milhões, menor média de 2015 (2.492 milhões). Na comparação com 2015 a diferença foi de -7,34%.

A massa de rendimento das pessoas ocupadas é um importante indicador do aumento da renda e do poder de compra do trabalhador. Funciona como um termômetro do quanto os salários arrecadaram dentro de um período e sua valorização permite antever possível aumento no consumo.

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Assuntos Amazonas, desemprego, IBGE, Pnad Contínua, Trabalho
Cleber Oliveira 23 de fevereiro de 2017
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