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Política

Ministro Edson Fachin autoriza inquérito contra Jucá, Renan e Sarney

9 de fevereiro de 2017 Política
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Jucá, Sarnei e Renan (Foto: PMDB/Divulgação)
Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros serão investigador spor suspeita de tentar obstruir a Lava Jato (Foto: PMDB/Divulgação)

BRASÍLIA – O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou abertura de inquérito contra os senadores do PMDB Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) e o ex-presidente José Sarney (AP) por suspeita de tentar barrar a maior investigação já deflagrada no País contra a corrupção. O inquérito inclui o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, que gravou conversas com os políticos – os diálogos sugerem que Renan, Jucá e Sarney tramaram contra a Lava Jato.

O pedido de abertura do inquérito foi apresentado na semana passada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. Ele anexou ao pedido a transcrição das gravações realizadas por Sérgio Machado. É o primeiro inquérito autorizado pelo novo relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, que substituiu o ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no dia 19 de janeiro.

Quando Janot requisitou o inquérito, Renan divulgou nota em que afirmou não ter praticado ‘nenhum ato para embaraçar ou dificultar qualquer investigação e que sempre foi colaborativo, tanto que o Supremo Tribunal Federal já manifestou contrariamente à pedido idêntico’.

O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende o senador Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney disse que se houve crime ‘este foi praticado pelo ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, autor das gravações’.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos Edson Fachin, José Sarney, Lava Jato, Renan Calheiros, Romero Jucá
Cleber Oliveira 9 de fevereiro de 2017
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1 Comment
  • Mirtes disse:
    10 de fevereiro de 2017 às 23:28

    Este comentário de analista desconhecido sob o codinome Querida S2 trata da divulgação das delações da Odebrecht por Fachin e da forma de seu uso, segundo S2, pela Globo.

    “Globo cria força-tarefa para atacar Lula e Dilma. — RIP (“rest in peace), jornalismo! A ofensiva em questão teria sido determinada em plena redação da emissora, em voz alta, pela diretora da Globo News Eugênia Moreyra. Recebi da fonte a informação de que o ministro do STF Edson Facchin, novo relator da Operação Latva Jato, vai levantar o sigilo das delações da Odebrecht na semana que vem e que a diretora da Globo News supracitada irá a Brasília na segunda-feira para receber material para divulgação. Eugênia teria entrado na redação da emissora para falar com a produtora e passou a ela a determinação. Segundo o relato da fonte desta página, devido ao tom de voz da diretora os jornalistas que ficam no setor da redação da Globo News que fica ao lado do banheiro ouviram o que ela disse. Leia, abaixo, o que disse a diretora da Globo News Eugênia Moreyra à produtora que irá com ela a Brasília na semana que vem. O intuito da determinação da diretora à produtora ter sido comunicada para todos no entorno ouvirem foi no sentido de que os jornalistas que serão requeridos atuem da forma como foi determinada sem fazerem questionamentos. Confira, abaixo, transcrição textual da determinação da diretora da GNEWS: — (…) Fachin vai liberar todos os vídeos das delações [da Odebrecht] de uma só vez. Não dará tempo de decupar [analisar e editar] as imagens… Você vai liderar uma força-tarefa em Brasília. Sua equipe vai assistir a todos os vídeos das delações. Assim que ouvirem “Lula” ou “Dilma”, coloquem no ar, na hora, ao vivo, interrompendo qualquer programa, no Plantão. Depois a gente assiste o resto. Dilma e Lula têm que ser denunciados na frente de qualquer outro delatado Segundo a fonte, aparecerão nomes de políticos importantes de todos os partidos, incluindo PSDB. A estratégia em questão serve para que Lula, Dilma e o PT não se beneficiem do prejuízo de imagem que terão seus adversários.”

    Está em bloco de comentários da matéria intitulada Hacker ameaçou jogar nome de Temer na lama… do DCM, originalmente publicada pela Folha.

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