
Por Mateus Maia, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – No acumulado de janeiro a setembro de 2026, foram gerados 1.248.914 novos postos de trabalho, segundo dados do Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Este é o menor saldo do Caged para o período desde 2020, quando foram fechados 775.557 postos formais de trabalho entre janeiro e setembro, em meio à pandemia de Covid-19. Na comparação com janeiro a setembro de 2025, o resultado representa uma queda de 27,8% (foram gerados naquele período do ano passado 1.731.398 postos).
Setores
No acumulado do ano, os cinco grandes setores da atividade tiveram saldos positivos: serviços (775.774), construção (207 434), indústria (188.563), agropecuária (51.893) e comércio (25 280).
São Paulo é o Estado com mais postos formais criados em números absolutos, com saldo positivo de 322.551 no acumulado do ano. Em seguida, aparecem Minas Gerais (129.777) e Rio de Janeiro (86 489).
Na outra ponta, os menores saldos acumulados no ano são Rondônia (3.480), Roraima (3.814) e Acre (4.573).
Em setembro, 26 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo no mercado de trabalho. Lideram o ranking, em números absolutos: São Paulo (19.391 vagas), Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110). Na ponta oposta, aparecem: Rio Grande do Sul (-2.937), Acre (235) e Goiás (307).
Salário médio O salário médio real de admissão passou de R$ 2.430,51 em agosto para R$ 2.429,41 em setembro, uma redução de R$ 1,10 (-0,05%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o salário de setembro aumentou R$ 44,90 (1,88%).
