
Do ATUAL
MANAUS – “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Máster, seja quem for, doa a quem doer”, disse o presidente Lula (PT) na manhã desta quarta-feira (9) em publicação no Instagram. O presidente defende a quebra do sigilo como uma resposta à crise no Judiciário.
“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, disse.
Lula reclamou ainda do que chamou de “vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”. “A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido”.
A manifestação de Lula ocorre em momento tensão institucional desde que vieram a público novos desdobramentos da investigação sobre o Master.
Na terça-feira (8), o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Nesta quarta-feira (9), contudo, o ministro Flávio Dino suspendeu a medida e determinou a volta do delegado ao comando da corporação, o que aumentou a tensão na Corte.
A crise ganhou força a partir da decisão de Mendonça, relator do caso Master, de retirar o sigilo de um relatório da PF que mostrava mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro dirigidas ao ministro Alexandre de Moraes.
Dois dias depois, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado com base em outro relatório produzido pela Polícia Federal que apontava suspeitas de irregularidade do relator do caso Master na condução das investigações. Mendonça reagiu questionando a atuação da corporação e, posteriormente, afastou Andrei e o diretor de Inteligência da PF.
Lula havia criticado os “vazamentos seletivos” na semana passada, quando se manifestou pela primeira vez sobre as revelações envolvendo o Master e cobrou do STF e da Procuradoria-Geral da República uma resposta ao caso.
Na ocasião, afirmou que não deveria haver “blindagem” de envolvidos. A diferença, agora, é que o presidente passou a defender expressamente a abertura integral das investigações.
