

Do ATUAL
MANAUS — O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), candidato à reeleição, afirmou que empréstimos são necessários para ampliar os investimentos em infraestrutura no estado. Em entrevista à Rádio Rio Mar nesta segunda-feira (31), Cidade defendeu as operações de crédito e disse que, sem a liberação do empréstimo de R$ 1,46 bilhão com o Banco do Brasil, não haverá recursos para obras de asfaltamento no interior neste ano.
“Quando a gente está buscando recursos via empréstimos bancários, todos eles [ex-governadores] fizeram. O Estado do Amazonas é o maior estado da federação. A logística aqui é diferente. Quando o estado tem capacidade, ele tem que emprestar para poder investir mais”, disse Cidade.
“Os empréstimos, quando a gente pega, vem carimbado o que você vai utilizar. Esse empréstimo que está hoje sendo feito junto ao Banco do Brasil é para investimento, é para infraestrutura do nosso estado. Quem está lá no interior precisando de asfalto, se não sair esse empréstimo não vai ter asfalto esse ano”, completou o governador.
“O governo federal empenhou as emendas, mas só que não vai pagar mais nada porque não pode. A única forma hoje de levar o sistema viário para o interior e também para a capital é com esses investimentos frutos desses empréstimos”, afirmou.
Na quarta-feira (26), a Justiça Federal do Amazonas suspendeu provisoriamente a contratação de um empréstimo de R$ 1,462 bilhão pelo Governo do Amazonas junto ao Banco do Brasil.
A decisão foi tomada em uma ação popular apresentada pelo advogado Carlos Miqueias Soares Brandão, que questionou mudanças na destinação dos recursos durante a tramitação da operação.
Na sexta-feira (28), o MPF (Ministério Público Federal) e a AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestaram a favor da liberação da operação de crédito.
Sobre outro pedido para contratar um empréstimo de US$ 585 milhões (aproximadamente R$ 3,03 bilhões) junto ao BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), Cidade afirmou que “o Estado do Amazonas tem uma saúde financeira muito boa” e que a operação tem como objetivo substituir dívidas com juros maiores por uma linha de crédito com juros menores.
“O Estado do Amazonas tem uma saúde financeira muito boa. É B+ conforme os índices da secretaria do Ministério da Fazenda”, disse Cidade. “Tem outro empréstimo que está tramitando e que precisa passar pelo Senado, é uma reposição de dívida, é vender juros caros para comprar juros mais baratos. Nós vamos economizar R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos”, acrescentou.
“O estado vai deixar de pagar mais juros de outros empréstimos já feitos de outras gestões com essa linha de crédito sendo liberada”, concluiu.
Aberto ao diálogo
Cidade também falou sobre a relação com a Prefeitura de Manaus e o governo federal e afirmou estar sempre aberto ao diálogo. Em relação ao prefeito de Manaus, Renato Júnior, o governador disse que “só vê ataques” e que isso dificulta uma boa relação.
“Eu vou conversar com quem quer que seja. Eu só vejo ataques do atual prefeito à minha gestão. Ele tenta colocar as responsabilidades da Prefeitura de Manaus no governo do estado”, disse Cidade.
“Manaus é a sexta capital que mais arrecada impostos no Brasil. É uma capital que poderia estar muito melhor. Tem uma arrecadação muito boa e não tem um hospital construído pela Prefeitura de Manaus”, completou.
Cidade também prometeu, caso seja reeleito, asfaltar ruas da capital com recursos estaduais. “Nós vamos fazer com recursos do estado e eu vou assumir isso. Da forma que está o prefeito não quer ter uma boa relação com o governo. Se eu for reeleito, eu vou asfaltar a cidade de Manaus”, afirmou.
Sobre Maria do Carmo, Cidade disse que a empresária arrematou a Santa Casa de Misericórdia e “não conseguiu resolver” e que, por isso, “não vai dar conta”.
“Essa senhora não sabe para que veio. Ela adora querer criticar, mas quando olha o passado dela, é muito diferente da realidade que ela tenta demonstrar para a população do estado”, afirmou Cidade.
“Ela não tem o que mostrar, não tem trabalho. O fato é: ela é uma péssima empreendedora. Ela fez vídeos dizendo que vai construir o Hospital Universitário em Iranduba. Ela arrematou a Santa Casa e olha como está. Se ela não consegue resolver na iniciativa privada, imagine no poder público que tem muita burocracia, muitos trâmites. Ela não vai dar conta. Não sabe resolver”, concluiu.
