
Do ATUAL
MANAUS – O senador Eduardo Braga, líder do MDB no Senado, apresentou requerimento nesta segunda-feira para realização de uma audiência pública na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para discutir a PEC 221/2019, que prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, e garante dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial.
A proposta tramita no Senado e já foi aprovada na Câmara dos Deputados. Na CCJ do Senado, o relator da matéria é o senador Omar Aziz (PSD).
O sanador do MDB defende o fim da escala 6×1 e uma jornada de trabalho mais equilibrada. Segundo ele, trabalhar seis dias para ter apenas um de folga é uma rotina que deixa pouco tempo para descansar, estar com a família e cuidar da própria vida.
Eduardo Braga quer colocar na mesma discussão representantes dos trabalhadores e dos setores que empregam. Entre os convidados propostos estão a CUT (Central Única dos Trabalhadores), o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
Na justificativa do requerimento, o senador ressalta que “é indispensável que este Parlamento promova um debate técnico, transparente e equilibrado”. Para o parlamentar, ouvir os diferentes lados é fundamental diante de uma mudança que terá impacto tanto na vida dos trabalhadores quanto na atividade econômica.
O líder do MDB defende que essa discussão não pode perder de vista a realidade de quem enfrenta a escala 6×1 todos os dias.
“Quem trabalha seis dias por semana muitas vezes tem apenas um dia para descansar, cuidar da casa, resolver seus problemas e estar com os filhos. O trabalho é fundamental, mas as pessoas também precisam ter tempo para a família, para descansar e para viver. É essa qualidade de vida que precisamos buscar”, afirmou.
Ao propor a audiência, Eduardo Braga reforça sua posição favorável ao fim da escala 6×1 e defende que a mudança seja construída com diálogo, garantindo mais descanso e qualidade de vida aos trabalhadores, sem perder de vista a preservação dos empregos e as diferentes realidades dos setores produtivos.
A audiência pública ainda não tem data definida.
