
Por Rayanderson Guerra, do Estadão Conteúdo
RIO DE JANEIRO – A residência do senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (4) em uma nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro para o senador ligada ao esquema de fraudes no INSS (Instituo Nacional do Seguro Social). A PF apura operações suspeitas envolvendo a esposa do senador. O parlamentar ainda não se manifestou.
Rocha é uma das figuras conhecidas dos investigadores da Operação Sem Desconto. O senador entrou na mira da Polícia Federal em 18 de dezembro, quando foi alvo de busca e apreensão. Na ocasião, afirmou que recebeu a operação “com surpresa, mas com serenidade” e que se colocava à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tivesse acesso integral à decisão judicial.
A PF identificou diálogos sobre a entrega de dinheiro vivo a um ex-assessor de Rocha no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema fraudulento.
O principal alvo da operação desta terça-feira é o advogado Willer Tomaz, suspeito de lavar dinheiro para o senador no esquema investigado pela Polícia Federal
Rocha tem 46 anos e é natural de Imperatriz, no Maranhão. Ele assumiu o mandato no Senado em 2019 e é vice-líder do governo na Casa.
Sua carreira política teve início no movimento estudantil. Ele chegou a ser vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 2000 e 2001. Antes de ser senador, ele foi assessor na Prefeitura de São Luís entre 2000 e 2006 e secretário de Esporte e Juventude do Maranhão em 2007. Ele também atuou como assessor do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi no Ministério do Trabalho, durante o governo Dilma Rousseff.
O parlamentar teve dois mandatos na Câmara dos Deputados, tendo sido suplente entre 2011 e 2013 e titular de 2013 a 2018. Nesse período, ele se posicionou contra o impeachment de Dilma, a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência.
Na eleição para o Senado, ele recebeu apoio do então governador do Maranhão, Flávio Dino, e foi eleito com 35% dos votos. Em 2022, ele foi candidato ao governo do Maranhão, mas perdeu a disputa para Carlos Brandão, eleito no primeiro turno.
O senador foi o relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal). Messias foi rejeitado.
