
Por Renan Monteiro e Mateus Maia, do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou nesta segunda-feira (27), o presidente da Argentina, Javier Milei, como “palhaço” ao comentar sobre as falas do chefe de Estado do país vizinho com ataques ao governo brasileiro. Ele concede nesta manhã uma entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.
Milei, durante convenção do Partido Liberal, em São Paulo, no sábado (25), chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”. Também disse confiar em Flávio Bolsonaro (PL) para “conseguir parar a escória socialista”. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli, para consultas após os ataques feitos pelo presidente argentino.
“O palhaço do presidente da Argentina falou do Brasil quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou Durigan Ele também reforçou os indicadores positivos da economia brasileira: “O Brasil está com mínima de desemprego, mínima de inflação, recorde em balança comercial e safra recorde”, afirmou Durigan comentou ainda que o risco-país, no Brasil, está na minima histórica.
Sobre a crise diplomática com a Argentina, não há um prazo para o retorno do embaixador do Brasil na Argentina ao país vizinho. O ato de chamá-lo de volta ao Brasil para reuniões serve como um recado diplomático de forte descontentamento.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda que o fim do terceiro mandato do governo de Lula em 2026 ocorrerá com respeito às instituições e melhoria nos indicadores fiscais. Ele concede nesta manhã entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.
“Esse ano não vai ter quebra-quebra, boicote à eleição, vamos fazer uma transição com respeito às instituições, reforçando e melhorando as contas do país”, declarou o ministro. Ele avaliou que o ano de 2026 deverá ser muito diferente de 2022, quando houve medidas de desequilíbrio fiscal com repercussão negativa para o mandato seguinte. Para ele, a economia está “funcionando bem” neste momento.
Desespero
Para Durigan, a oposição traz o presidente da Argentina, Javier Milei, e fala com autoridades dos Estados Unidos porque não tem apoio interno. Ele repetiu que o tarifaço é uma interferência externa que tenta constranger as pessoas a votarem em Flávio Bolsonaro.
“Você está prejudicando os setores em razão de uma falsidade, de um mero expediente que se criou nos Estados Unidos, para ter uma interferência no Brasil, para que as pessoas fiquem constrangidas e de repente queiram votar no Flávio Bolsonaro. Olha que absurdo o que nós estamos falando”, afirmou.
“Eu acho que a oposição no Brasil, ao trazer o Milei para cá, ao falar com o Marco Rubio, é um pouco essa linha de desespero. Como não tem apoio aqui, não está conseguindo apoio interno, vai buscar interferência externa”, completou.
