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Política

Relator mantém restrição à PF no combate ao crime organizado no texto do PL Antifacção

11 de novembro de 2025 Política
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Deputado Guilherme Derrite manteve restrições à PF no PL Antifacção (Foto: Najara Araújo/Agência Câmara)
Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), relator do Projeto de Lei Antifacção do governo Lula (PT), fez mudanças pontuais na noite desta segunda-feira (10), em seu relatório, mas ainda continua desagradando o governo.

No novo relatório, a Polícia Federal poderá participar das investigações em caráter ‘integrativo, cooperativo’ com a polícia estadual, sempre que a matéria for de sua competência constitucional ou legal.

Essa participação pode ocorrer por solicitação do delegado de polícia estadual ou do Ministério Público estadual, ou por iniciativa própria da PF, mediante comunicação às autoridades estaduais.

O novo relatório mantém os eixos centrais da proposta:

Aprimoramento das tipificações penais, equiparando o domínio territorial e ataques a serviços públicos ao terrorismo;

Agravamento das penas, com previsão de 20 a 40 anos para delitos graves;

Fortalecimento da execução penal;

Isolamento de líderes em presídios federais.

Para Derrite, seu parecer é uma resposta efetiva e resolutiva para os problemas que a população enfrenta, principalmente nas mãos de membros e lideranças das organizações criminosas.

Restrições ao papel da PF

A Polícia Federal, em nota divulgada após o novo parecer de Derrite, se disse preocupada com o papel da instituição no combate ao crime organizado, pois condiciona sua atuação à autorização prévia estadual.

Na nota, a PF afirma que “acompanha com preocupação as alterações produzidas pelo relatório sobre o Projeto de Lei Antifacção, pois pelo texto apresentado, o papel institucional da PF no combate ao crime poderá sofrer restrições significativas, havendo risco real de enfraquecimento no combate ao crime organizado”.

A alteração do papel da PF no novo parecer levou Derrite a estar novamente no alvo das críticas dos governistas.

“As alterações não mudam coisa alguma: ele continua atacando a Polícia Federal, tentando transformar um instrumento de Estado em refém de interesses políticos. É um texto feito para domesticar a PF e isso é inegociável”, afirmou o o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), sobre a nova versão do relatório.

Segundo o parlamentar, a PF só pode agir se houver solicitação estadual, ou, ‘pasmem, se agir por iniciativa própria’ precisa avisar antes, como se pedisse autorização’. E questiona: “Estão com medo de uma operação surpresa?”

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Assuntos crime organizado, facção criminosa, Guilherme Derrite, Polícia Federal, projeto de lei
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