
Do ATUAL
MANAUS – O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a Prefeitura de Manaus assinaram um termo de cooperação para a elaboração do projeto de restauro do Museu do Porto e da Casa Vermelha, ambos no Centro. O recurso, de R$ 350 mil, é do Novo PAC, do governo federal.
A superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, disse que o valor está na conta da autarquia e será repassado à prefeitura. “A elaboração do projeto é a primeira etapa. Em seguida, com o projeto pronto, a obra ganha prioridade para a execução. Por se tratar de bem tombado, com valor histórico e cultural, o levantamento é minucioso e precisa de detalhamento para que nada fique fora do orçamento”, explicou.
A restauração de patrimônio arquitetônico é um processo complexo que visa preservar e recuperar edifícios e estruturas antigas de valor histórico e cultural. A restauração implica em cumprir exigências da lei e normas técnicas específicas e visam conservar a autenticidade e a integridade dos elementos arquitetônicos.
Inaugurado em 1985, o Museu do Porto teve o acervo reunido a partir de 1981, criado para resgatar a história portuária, da navegação e do comércio no período áureo da borracha. Nos anos 1980, a então administração do Porto de Manaus reuniu o acervo, composto por peças, documentos, móveis e máquinas.
Uma antiga locomotiva, restaurada nas cores originais, usada no serviço de aterramento do porto e de algumas ruas, está no local.
O Museu do Porto e a Casa Vermelha fazem parte do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Porto de Manaus, tombado pelo Iphan desde 1987. O museu está localizado na Rua Vivaldo Lima, no centro da cidade de Manaus, e foi construído em 1905.
O espaço está fechado há 20 anos. A Casa de Máquinas esteve em funcionamento pleno no porto até meados da década de 1950. Já o Museu do Porto só foi inaugurado em 1998.
Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Porto de Manaus conta a história do início do século XX na capital. Por ali, Manaus exportava produtos como a borracha e importava joias e tecidos finos. Pelo porto também chegaram o material utilizado na construção do Teatro Amazonas.
