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Dia a Dia

Polícia diz que não há provas de que Djidja tenha sido assassinada

7 de junho de 2024 Dia a Dia
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Delegados Daniel Antony, Guilherme Torres e Ricardo Cunha afirmaram que não há provas sobre se Djidja foi morta (Foto: Murilo Rodrigues/AM ATUAL)
Do ATUAL

MANAUS – O delegado Daniel Antony, da DEHS (Delegacia de Homicídios e Sequestros), afirmou nesta sexta-feira (7) que a polícia ainda trata como “morte a esclarecer” o falecimento da ex-sinhazinha da fazenda do Boi Garantido Djidja Cardoso. Segundo Daniel, não há provas que indiquem que Djidja tenha morrido por ação ou omissão de outra pessoa.

“A gente está tratando como ‘morte a esclarecer’ porque no local em que foi encontrado o corpo não há indicativo claro de que haja um nexo de causalidade desse óbito e uma atuação omissiva ou comissiva de qualquer pessoa, que possa levar a gente a um indiciamento no caso por uma morte praticada por terceiros, um homicídio ou algo do tipo”, afirmou Antony.

O corpo de Djidja, que tinha 32 anos e era sócia da rede de salão de beleza Belle Femme, foi encontrado no dia 28 de maio na casa em que ela morava, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. Daniel disse que, no local, foi recolhido “algum material em cima da cama” da ex-sinhazinha, mas ele ainda não sabe se eram entorpecentes. “Só a perícia vai dizer”, disse.

Duas delegacias investigam o caso: a DEHS apura as causas da morte de Djidja, e o 1ª DIP (Distrito Integrado de Polícia) apura diversos crimes, incluindo cárcere privado e aborto, praticados pela família de Djidja no âmbito de uma seita que induzia pessoas a usarem a ketamina (ou cetamina), que é um forte analgésico usado em cavalos, para deixar pessoas em transe.

A investigação do 1º DIP começou cerca de 40 dias antes da morte de Djidja, mas as prisões e buscas foram feitas dias após o falecimento. O delegado Cícero Túlio, do 1º DIP, afirmou que a morte da ex-sinhazinha foi o estopim para os pedidos de prisão dos familiares de funcionários dela.

Leia mais: Investigação contra Djidja e família envolve seita, aborto e cárcere privado

Laudo

De acordo com o delegado, o laudo necroscópico do cadáver de Djidja Cardos apontou como causa da morte a “depressão cardiorrespiratória dos centros bulbares centrais”, que é quando uma pessoa perde a capacidade cardíaca e respiratória pelo uso de drogas. A polícia pediu perícia complementar para saber se a causa tem vínculo com o uso abusivo de substâncias psicotrópicas.

“Nós fizemos uns quesitos complementares em relação ao laudo específico para saber se haveria uma vinculação dessa causa da morte com abuso de substancia psicotrópicas ou depressoras do sistema nervoso central. Estamos aguardando o IML. O quanto antes nós tivermos, vai dar retorço às nossas diretrizes iniciais”, disse Antony.

Espetacularização

A polícia convocou jornalistas para prestar esclarecimentos sobre a morte de Djidja após a espetacularização do caso, com publicação de diversas especulações, inclusive ofensivas, na internet. O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Guilherme Torres, afirmou que a instituição não compactua com a exposição excessiva do caso.

“A pessoa, ainda que morta, preserva os direitos da imagem. Nós estamos vendo publicações ofensivas à imagem de todas as pessoas envolvidas nesse evento funesto, uma tragédia envolvendo toda uma família. A Polícia Civil não compactua com a divulgação excessiva das imagens envolvendo o caso Djidja”, afirmou Torres.

(Colaboraram Feifiane Ramos e Murilo Rodrigues)

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Assuntos Caso Djidja, Djidja Cardoso, Investigação, manchete, Polícia Civil do Amazonas
Felipe Campinas 7 de junho de 2024
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