
MANAUS – O Dnit AM-RR (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Amazonas/Roraima) contabilizou, entre 2012 e 2015, R$ 3,1 milhões em contratos com a empresa Laghi Engenharia Ltda., investigada pelo MP-AM (Ministério Público do Amazonas) por suspeita de irregularidades em contratos com o Governo do Amazonas.
A empresa foi denunciada pelo ex-secretário da Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura) Gilberto de Deus, há quase dois meses, por irregularidades em projetos que causaram, segundo ele, prejuízos milionários aos cofres públicos. A denúncia foi levada ao MP-AM, semanas depois de revelada à imprensa e está sendo apurada por uma equipe que inclui o procurador-geral de Justiça, Fábio Monteiro.
O site Transparência do Governo Federal, os valores variam de R$ 250,8 mil, em 2012, a R$ 1,4 milhão, neste ano, este último dividido em três repasses cujos valores variam de R$ 87,3 mil a R$ 1,3 milhão. O valor contratado em 2015 foi aplicado no Programa de Gestão e Manutenção do Ministério dos Transportes e Estudos, Projetos e Planejamento de Infraestrutura de Transportes (Programa de Aceleração do Crescimento).
Entre os projetos sob responsabilidade da empresa, estão o Estudo de Viabilidade de Infraestrutura para as instalações portuárias nos municípios de Silves, Maraã, Juruá e Caapiranga, que custou aos cofres públicos R$ 273,7 mil, em 2013, e a elaboração do Plano Básico Ambiental do componente Indígena da BR-317 , entre Lábrea e boca do Acre, no Sul do Amazonas, e que custou, em 2014, R$ 453,4 mil.
Entre 2012 e 2015, foram registrados 27 repasses, sendo sete em 2012, seis em 2013, 11 em 2014 e três em 2015. Eles estão registrados no item ´obras e instalações´ do Dnit AM-RR.
Enquanto os contratos do Dnit com a Laghi Engenharia evoluíram de R$ 250,8 mil para R$ 1,4 milhão, nos últimos quatro anos, o valor utilizado pelo órgão federal, vinculado ao Ministério dos Transportes, passou de R$ 10,1 milhões, em 2012, para R$ 23,7 milhões, neste ano. O recurso foi aplicado, entre outros serviços, em programas de gestão, manutenção, política de transportes, consultoria, obras e manutenção hidroviária e de estradas.
A equipe do AMAZONAS ATUAL tentou contato com o superintendente do Dnit AM-RR, Fábio Galvão, mas ele não atendeu às ligações e nem respondeu às mensagens de texto.
