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Política

Lula diz que, se eleito, Brasil passará por um processo de reconciliação

26 de outubro de 2022 Política
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Lula no JN
Lula em entrevista no Jornal Nacional: reconciliação política (foto: Reprodução/TV Globo)
Selo Eleições 2022
Por Victoria Azevedo, da Folhapress

SÃO PAULO – A quatro dias do segundo turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (26) que, caso ele seja eleito, o Brasil irá passar por um processo de reconciliação.

“O bolsonarismo vai continuar, o ódio vai continuar por um tempo, os fanáticos vão continuar por um tempo. Mas acho que a gente vai ter um processo de reconciliação da população brasileira”, disse.

O ex-presidente afirmou ainda que o presidente Jair Bolsonaro (PL), seu adversário na corrida eleitoral, é “anormal” e que ele criou “um determinado ódio” no país que “não existia nas eleições”.

“Nasci na vida política fazendo negociação. Acho que vamos estabelecer uma política de boa convivência com a sociedade brasileira. Chega de animosidade”, seguiu o petista.

Lula concedeu entrevista à Rádio Mix Manaus na manhã desta quarta.

O petista também criticou declarações de Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas e disse que o atual mandatário ataca as urnas porque “como sabe que vai perder, ele está tentando encontrar uma coisa para culpar”.

“O povo vai decidir soberanamente e o que ele decidir todo o mundo vai acatar porque nós não duvidamos da urna”.

Lula seguiu dizendo que as eleições deste ano são entre a “manutenção e a conquista da democracia” no país ou “a continuidade da barbárie que que representa o governo Bolsonaro”.

Ao ser questionado sobre qual será a composição de seus ministérios em um eventual governo, Lula disse que não vai sentar na cadeira antes de ganhar e que, primeiro, é preciso ganhar as eleições para depois discutir essa questão.

“Não está na hora de anunciar nada. Está na hora de ganhar as eleições. Vou fazer [composição de] ministério que represente a sociedade brasileira, com gente competente e com gente fora do PT”.

“Falta apenas quatro dias para as eleições, só quatro dias. Quando chegar às 19h, às 20h vamos ter o resultado. E aí, sim, se eu ganhar, vou começar a discutir os ministérios”.

Sobre uma eventual participação da senadora Simone Tebet (MDB), terceira colocada no primeiro turno e aliada de Lula na segunda rodada do pleito, o petista disse que ela é um quadro político importante, mas que anunciar algo agora seria se precipitar.

“Obviamente que a gente pode ter muita contribuição da Simone, mas eu só não posso dizer que Simone vai ser ministra porque eu estaria precipitando uma coisa que eu não quero precipitar”.

Ele disse que sua eventual equipe ainda não está formada porque “depende de muitas coisas”. “Tenho pensado no meu travesseiro, porque se eu comentar com alguém vai vazar a notícia. E eu não quero que vaze notícia. Quero primeiro ganhar as eleições, esse é o principal objetivo”.

Lula também voltou a fazer um apelo para que as pessoas comparecem às urnas e disse que essas eleições são as mais importantes dos últimos anos no Brasil.

“Não se abstenha. Não anule o voto. Escolha o seu candidato a presidente da República. É muito importante que o povo compareça a votar”, disse.

O ex-presidente também defendeu a realização de uma reforma tributária que “cobre mais de quem tem mais e cobre menos de quem ganha menos”, afirmou que irá manter o auxílio de R$ 600 com acréscimo de R$ 150 para crianças menores de seis anos, que terá aumento do salário mínimo com aumento real acima da inflação e disse que defende isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Ao ser questionado se chegou a hora de taxar as grandes fortunas, Lula respondeu: “Chegou a hora, sempre é a hora”.

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Assuntos brasil, Eleições 2022, Lula, processo, reconciliação
Murilo Rodrigues 26 de outubro de 2022
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