O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

A ZFM é cosmopolita ou nacionalista?

21 de fevereiro de 2022 Augusto Barreto Rocha
Compartilhar


Cosmopolita x Nacionalista. Intervenções no Mercado x Livre Mercado. Saquaremas x Luzias. Liberais x Iliberais. Estado Forte x Estado Fraco. Contra as Elites x Foco nas Elites. Esquerda x Direita. Contra Nada x Contra Tudo. Sistema x Antissistema. Nós Contra Eles. São muitas as vertentes de conflitos e rótulos. Contudo, não convém perceber a realidade com uma visão simplista ou maniqueísta, como se somente existisse o bem (eu) e o mal (os outros).

Não faltam lados e não faltam apelos. Em meio a tanto ruído, há certamente alternativas deploráveis. Entretanto, há várias questões legítimas. Ou seja, algumas ideias não fazem nenhum sentido e outras até que poderiam fazer, em certa medida, por mais que seja diferente do que seria “o meu certo”. Em meio a estas questões de fundo, como se posiciona a Zona Franca de Manaus (ZFM) e a sua indústria? Em geral, quem entende depender de alguma forma dela é favorável (nós). Quem se sente prejudicado por ela, é contrário (eles).

Se você percebe o Brasil como agrário e isolado do mundo, que também tende a defender que exportemos nossas commodities, nossa vocação de explorar o ouro (ou silvinita ou…) e nosso subsolo, então muito provavelmente você aprecia o nacionalismo e, por conseguinte, será provavelmente contrário à Zona Franca de Manaus, uma vez que o olhar mais nacionalista normalmente não apreciará a globalização ou a presença de multinacionais e estrangeiros por aqui. Há algo de xenófobo (e quem sabe também contra índios – que deveriam ter a “cultura certa”, ou seja, a “sua”). A exceção talvez se dê, nesta visão, por aqueles que queiram “representar” algum Império ou que tenham muito capital.

Por outro lado, se você percebe o Brasil como um país que tem potencial científico e tecnológico, integrado nas cadeias produtivas globais, importando e exportando, com a presença de empresas estrangeiras aqui e algumas nossas lá fora, fará todo o sentido a ZFM, pois poderemos ter reservas florestais e começar a agregar mais valores tecnológicos. Afinal, a ZFM é uma protetora indireta dos recursos naturais para o bem da humanidade, permitindo a pesquisa & desenvolvimento de potenciais científicos locais, que poderão ser exportados com maior valor e levando o (“seu”) “bem” para todos.

Temos que tomar cuidado para não entrarmos num emaranhado ideológico e entender que coisas e ideais que atacam a globalização ao mesmo tempo defendem a ZFM. Atacar a globalização simultaneamente ataca a ZFM. Estamos em um momento de pesquisa fácil, mas de compreensão e leitura de mundo cada vez mais complexa. É fácil ter leituras rápidas da realidade e, como sempre, leituras fáceis e rápidas podem estar erradas.

Boaventura de Souza Santos, Christian Lynch, Fernão Lara Mesquita, Ian Bremmer, Karl Popper, Pedro Doria, Yuval Harari e vários outros têm refletido sobre estas questões, em linguagem simples ou científica, com mais ou menos densidade. Independente da profundidade, é uma reflexão fundamental para que sejamos menos enganados. Ser nacionalista, focado em empresas nacionais, no extrativismo, contra a ciência e os sistemas, implicará em ser contra a ZFM. Não nos enganemos. Há vários caminhos para ser contra ZFM – ser contra tudo e todos é o caminho mais fácil, pois a ZFM é um sistema complexo e dependente de leis, portarias e regras. Sem elas, o “modelo” se torna inviável.

O difícil será o caminho de ser favorável a algo e a construir algo. Este percurso demandará paciência, calma, diálogo, respeito e aceitação do outro. Evoluir, lentamente ou rapidamente é outra coisa. Sendo mais conservador ou arrojado, mas com foco na construção, será um caminho favorável ao meio ambiente e às convergências multilaterais. Neste percurso há espaço amplo para a ZFM – um espaço que se estreita cada vez mais, mas há um espaço. No outro, inexiste o espaço.

Como de costume, deixo a conclusão para o leitor e, mais que isso, a indicação de possíveis caminhos para buscar um contraste apropriado aos dilemas do contemporâneo. É necessária uma atualização das discussões, saindo do olhar dos anos 1910, 1950 ou 1970.

É fundamental trazer as discussões para o presente, para quando formos visitados por alguém com juras de apoio, depois não nos surpreendermos por este alguém destruindo o rio com mercúrio, o chão de fábrica sem a ciência ou nos colocando grilhões adicionais. Mesmo que já tenhamos sido muito enganados ou achado que estávamos, ou estamos com “o certo”, o que seria o maior erro, porque a evolução se faz pela dúvida – inclusive sobre as nossas certezas.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Amazon anuncia 10 bilhões de euros para centros logísticos na Europa

Poluição dos rios preocupa, mas morador de Manaus sente mais o calor

Universidades do Brasil caem em ranking por baixo desempenho em pesquisa

Amazônia em pauta: o medo do desenvolvimento

Fim da jornada de trabalho 6×1 tem apoio de 70,7% dos eleitores no AM

Assuntos biodiversidade, pesquisa, Tecnologia, ZFM, Zona Franca de Manaus
Cleber Oliveira 21 de fevereiro de 2022
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Amazon
Economia

Amazon anuncia 10 bilhões de euros para centros logísticos na Europa

4 de junho de 2026
agua
Dia a Dia

Poluição dos rios preocupa, mas morador de Manaus sente mais o calor

3 de junho de 2026
Dia a Dia

Universidades do Brasil caem em ranking por baixo desempenho em pesquisa

1 de junho de 2026
Augusto Barreto Rocha 2023
Augusto Barreto Rocha

Amazônia em pauta: o medo do desenvolvimento

1 de junho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?