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Política

Secretário do Amazonas rebate Pazuello e diz que pediu ajuda ao ex-ministro para trazer oxigênio

20 de maio de 2021 Política
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Marcellus Campêlo afirma que em 7 de janeiro ligou para Pazuello pedindo apoio para trazer oxigênio (Foto: Divulgação/Secom)
Da Redação

MANAUS – O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, rebateu o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que atribui à pasta a responsabilidade pela falta de oxigênio em Manaus em janeiro deste ano. Campêlo informou através de nota ao ATUAL, nesta quinta-feira, que no dia 7 de janeiro ligou para Pazuello pedindo apoio logístico para trazer oxigênio de Belém (PA) para Manaus.

O ex-ministro declarou em depoimento à CPI da Covid na manhã desta quinta que em dezembro a empresa White Martins, principal fornecedora de oxigênio ao Amazonas, já estava usando uma reserva do insumo para atender a demanda. Segundo ele, a White Martins não deixou isso claro e se a Secretaria de Saúde estivesse monitorando poderia ter tomado alguma medida.

“Se a Secretaria de Saúde acompanhasse de fato e de perto a situação da produção e consumo de oxigênio, preocupada com o aumento do oxigênio, teria descoberto que estava sendo consumida uma reserva estratégica e que medidas precisariam ser feitas imediatamente”, afirmou.

Leia mais: Pazuello atribui à Secretaria de Saúde do Amazonas falta de oxigênio em Manaus

Campêlo alega que em nenhum momento de dezembro de 2020 a White Martins relatou a impossibilidade de abastecer a rede estadual de saúde com oxigênio medicinal. “Até dezembro de 2020, a SES-AM monitorava a demanda por oxigênio conforme relatório apresentado pela White Martins ao final de cada mês e, até então, a empresa não havia relatado dificuldades para cumprir com o contratado pelo Estado”, diz.

Segundo a nota, quando Campêlo soube das dificuldades da empresa para atender os hospitais da capital procurou o ex-ministro.

“Somente no dia 7 de janeiro de 2021 foi que a White Martins relatou dificuldades logísticas para suprir a demanda de oxigênio da rede. Nesse mesmo dia, o secretário Marcellus Campêlo, ligou para o ministro Eduardo Pazuello para solicitar apoio logístico para o transporte de oxigênio de Belém para Manaus, atendendo o solicitado pela White Martins”, diz.

De acordo com o secretário, a empresa também informou que havia feito um planejamento para suprir a demanda da rede pública e privada de Manaus diante do aumento na demanda pelo insumo com o transporte de oxigênio de outras unidades da empresa no Brasil, apresentando inclusive um cronograma de chegada de uma balsa de Belém a cada dois dias.

Campêlo afirma que a pasta iniciou contatos com outros fornecedores locais de oxigênio para garantir reservas para suprir dificuldades enfrentadas pela White Martins. “Além disso, a SES-AM manteve tratativas com o Governo Federal para garantir suporte logístico para que o plano elaborado pela White Martins, de trazer oxigênio de outras plantas da empresa para Manaus”, completa.

O secfetário acrescenta que o surgimento da variante P1 do novo coronavírus agravou a situação. “Ressalta-se que pesquisadores da Fiocruz e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), em um esforço conjunto de monitoramento genômico, identificaram a prevalência, entre o final de dezembro de 2020 e início de janeiro de 2021, de uma nova variante do novo coronavírus no Amazonas, a P1, muito mais transmissível e letal, responsável pelo aumento exponencial e recorde de internações por Covid-19 no estado”.

Confita a nota da SES na íntegra.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informa que, em nenhum momento no mês de dezembro de 2020, a White Martins relatou a impossibilidade de abastecer a rede estadual de saúde com oxigênio medicinal. Até dezembro de 2020, a SES-AM monitorava a demanda por oxigênio conforme relatório apresentado pela White Martins ao final de cada mês e, até então, a empresa não havia relatado dificuldades para cumprir com o contratado pelo Estado.

Somente no dia 7 de janeiro de 2021 foi que a White Martins relatou dificuldades logísticas para suprir a demanda de oxigênio da rede. Nesse mesmo dia, o secretário Marcellus Campêlo, ligou para o ministro Eduardo Pazuello para solicitar apoio logístico para o transporte de oxigênio de Belém para Manaus, atendendo o solicitado pela White Martins.

A empresa também informou à SES-AM, em reunião, que havia feito um planejamento para suprir a demanda da rede pública e privada de Manaus, diante do aumento na demanda pelo insumo, com o transporte de oxigênio de outras unidades da empresa no Brasil, apresentando inclusive um cronograma de chegada de uma balsa de  Belém-PA a cada dois dias.

Ao mesmo tempo, a SES-AM iniciou contatos com outros fornecedores locais de oxigênio para garantir reservas para suprir dificuldades enfrentadas pela White Martins. Além disso, a SES-AM manteve tratativas com o Governo Federal para garantir suporte logístico para que o plano elaborado pela White Martins, de trazer oxigênio de outras plantas da empresa para Manaus.
Ainda no dia 30 de dezembro de 2020, a SES-AM encaminhou ofício ao Ministério da Saúde informando sobre as ações de enfrentamento à Covid-19 que vinham sendo adotadas pelo Estado e que, diante do aumento de casos da doença, solicitou a presença da Força Nacional do SUS para ajudar no monitoramento, orientação técnica, bem como operação local de suporte básico e avançado no atendimento à população nas unidades de saúde do Estado.

Somente no dia 13 de janeiro, após convocada pelo Comitê de Estadual de Enfrentamento da Covid-19, do Governo do Amazonas, a White Martins admitiu que não teria condições de manter o abastecimento de oxigênio. De imediato, os Governos do Estado e Federal ampliaram a força-tarefa para normalizar o fornecimento do insumo, esforços que incluíram uma série de medidas, como a ampliação do apoio logístico para transporte de oxigênio de outros estados para Manaus e a transferência de pacientes para atendimento em outras unidades da federação, entre outras medidas.

Ressalta-se que pesquisadores da Fiocruz e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), em um esforço conjunto de monitoramento genômico, identificaram a prevalência, entre o final de dezembro de 2020 e início de janeiro de 2021, de uma nova variante do novo coronavírus no Amazonas, a P1, muito mais transmissível e letal, responsável pelo aumento exponencial e recorde de internações por Covid-19 no estado.

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Assuntos Eduardo Pazuello, manchete, Marcellus Campêlo, SES-AM
Redação 20 de maio de 2021
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