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Política

No Dia da Democracia, senadores reforçam vigilância pelos direitos constitucionais

26 de outubro de 2020 Política
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Historicamente rivais, as torcidas do Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo organizaram manifestação pela democracia na Avenida Paulista (Foto: Pam Santos/Fotos Públicas)
Manifestação em São Paulo em julho pela defesa da democracia (Foto: Pam Santos/Fotos Públicas)
Da Agência Senado

BRASÍLIA – No Brasil, o Dia da Democracia é celebrado em 25 de outubro para lembrar o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, morto no dia 25 de outubro de 1975. Herzog morreu numa sessão de tortura no Doi-Codi (Destacamento de Operações Internas – Comando Operacional de Informações do 2º Exército), enquanto o Brasil era governado por uma ditadura militar.

Pelas redes sociais, os senadores repercutiram o episódio como símbolo de resistência contra o autoritarismo e luta por liberdade de expressão, defenderam o cumprimento da Constituição de 1988 e alertaram para possíveis ameaças ao sistema democrático no país.

O senador Cid Gomes (PDT-CE) ressaltou que a morte do jornalista provocou uma enorme reação popular na época e se tornou um marco na luta pela redemocratização do Brasil. Na sua avaliação, o país precisa estar vigilante para assegurar todas as garantias previstas na Constituição federal.   

“Hoje (domingo) celebramos o Dia da Democracia e relembramos o passado: a tortura e o assassinato de Herzog. Um marco para nosso país e para a redemocratização. A luta segue por menos desigualdade social e mais educação de qualidade. Por menos ódio e mais diálogo”, afirmou.

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) também entende que a defesa da democracia precisa ser constante para que todas as garantias constitucionais sejam preservadas.

“Essa data deve ser, acima de tudo, um dia para celebrar as conquistas democráticas que tivemos em nosso país e de conscientização para que possamos preservá-las. Afinal, a defesa da democracia deve ser constante”, disse.

A morte do jornalista também foi lembrada pelo senador Weverton (PDT-MA). “A democracia é muito valiosa. Antes de nós, nomes ficaram marcados na história pela defesa da liberdade de expressão e outros direitos fundamentais. Um deles foi o jornalista Vladimir Herzog, morto durante a ditadura”, acrescentou.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) considera importante a celebração da data para reforçar a necessidade de se fortalecer as instituições brasileiras e aprimorar as “ferramentas democráticas” por meio da defesa da Constituição.

“Hoje (domingo) é Dia Nacional da Democracia Brasileira! A data é em memória ao jornalista Vladimir Herzog, assassinado na ditadura. É um momento para fortalecermos a defesa das nossas instituições e aprimorar nossas ferramentas democráticas. A defesa da nossa Constituição federal é fundamental! Herzog vive!”, destacou.

Para o senador Elmano Férrer (PP-PI) a lembrança do episódio remete também à relevância do diálogo entre as instituições e a população.

“Celebramos neste 25 de outubro o Dia da Democracia, momento que relembramos a força da voz do nosso povo e de todas nossas conquistas históricas. A democracia se constrói com diálogo, representatividade e respeito. Nosso trabalho respeita a democracia e escuta a voz da população”, observou.

O mesmo entendimento tem o senador Jaques Wagner (PT-BA). Para ele, as conquistas que vieram por meio da redemocratização do país devem servir de referência para a construção do “convívio harmônico das diferenças”.

“Precisamos reafirmar diariamente que a democracia se constrói com diálogo, respeito à diversidade e com o convívio harmônico das diferenças. Essa é uma luta permanente e que pertence a todos nós!”, salientou.

Ataques

Na avaliação do senador Humberto Costa (PT-PE) o Brasil atravessa um momento crítico com ações crescente de ameaça ao sistema democrático. Para ele, o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores tentam reescrever a história do Brasil por meio da veneração do período governado por militares.

“Hoje faz 45 anos que o jornalista Wladmir Herzog foi torturado e morto nas dependências do Doi-Codi. O 25/10/1975 é um dia para nunca esquecermos. A história do Brasil não será deturpada ou reescrita por quem venera a ditadura militar. Jamais. Fora Bolsonaro! Fora torturadores!”, escreveu em suas redes sociais.

Eleições

Já o senador Carlos Fávaro (PSD-MT), ao lembrar a data, fez referência às eleições e o poder do voto como as mais significativas manifestações da democracia. Ele ressaltou a importância da escolha popular consciente nas próximas eleições municipais, que serão realizadas em 15 de novembro (primeiro turno) e 29 de novembro (segundo turno).

“Que o Brasil nunca deixe de ser sinônimo de Democracia. Hoje (domingo) é comemorado o Dia da Democracia e, em três semanas, temos a chance de exercer o maior símbolo disso: o voto. Todos nós, brasileiros, cada um com o mesmo poder na mão”, afirmou.  

Biografia

Vladimir Herzog nasceu na cidade de Osijek, na então Iugoslávia (atual Croácia), em 27 de junho de 1937 e exercia a atividade de jornalista, professor e cineasta no Brasil. Era filho de um casal de origem judaica. Durante a Segunda Guerra Mundial, a família fugiu para a Itália, onde viveu clandestinamente, e depois, imigrou para o Brasil.

Vladimir Herzog foi naturalizado brasileiro, formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e trabalhou em importantes órgãos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e BBC de Londres. Na década de 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV Cultura, de São Paulo e também foi professor de jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP. O jornalista foi vinculado ao Partido Comunista Brasileiro e passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a o governo militar quando foi perseguido, torturado e morto.

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Assuntos Constituição, democracia, Vladimir Herzog
Cleber Oliveira 26 de outubro de 2020
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