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Economia

André Brandão, do HSBC, é escolhido para presidir o Banco do Brasil

1 de agosto de 2020 Economia
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andré brandão
André Brandão, do HSBC, foi escolhido pelo governo para presidir o Banco do Brasil (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Por Julio Wiziack e Alexa Salomão, da Folhapress

BRASÍLIA E SÃO PAULO – O executivo André Brandão, do HSBC, foi escolhido pelo governo para presidir o Banco do Brasil no lugar de Rubem Novaes, que anunciou a saída do comando da instituição no dia 24 de julho.

O nome foi informalmente comunicado a dirigentes do banco pelo Palácio do Planalto. A confirmação de Brandão à frente da instituição, porém, ainda depende de um rito que deve levar em torno de uma semana. O estatuto social estabelece que o chefe do Banco do Brasil é nomeado pelo presidente da República -portanto, cabe a Jair Bolsonaro oficializar a escolha.

O Palácio do Planalto precisa comunicar oficialmente ao BB a escolha do nome. Na sequência o banco submete o nome ao comitê de exigibilidade. Caso seja aprovado, o nome volta ao Planalto, que publica a escolha no Diário Oficial da União. Por último, o Banco do Brasil deve informar, em fato relevante (comunicado ao mercado) o nome de seu novo presidente.

Novaes defendia a escolha de um dos vice-presidentes do próprio banco para o seu lugar, e indicou os nomes de Fábio Barbosa e Mauro Ribeiro Neto em sua carta de demissão apresentada ao ministro Paulo Guedes (Economia).

O ministro, no entanto, queria alguém de mercado, com perfil parecido ao do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto -e o nome de André Brandão se encaixaria neste perfil.

Novaes deixou o banco afirmando que a “a companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”. Auxiliares de Guedes afirmam que Novaes, que tem 74 anos, demonstrava cansaço e teria feito o pedido para ficar perto da família no Rio de Janeiro.

Muito próximo a Novaes, o ministro da Economia ficou sabendo da decisão há cerca de um mês. Guedes havia comentado recentemente que Novaes estava “cansado”, mas assessores não esperavam que a saída se concretizasse tão rápido.

A interlocutores Novaes também havia manifestado contrariedade com a recente decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) que colocou proibições sobre parte da publicidade do banco, sob a justificativa de que a verba estava irrigando um site que propaga fake news.

Novaes deve seguir com ligação ao governo, não mais no Banco do Brasil. Provavelmente ele ocupará função de assessor especial do Ministério da Economia. Novaes desempenharia a função no Rio de Janeiro.

Polêmicas

A gestão de Novaes se envolveu em uma polêmica em abril de 2019. Na ocasião, acatando a um pedido de Bolsonaro, ele demitiu um diretor do banco e mandou retirar do ar uma campanha publicitária dirigida ao público jovem com atores que representavam a diversidade racial e sexual.

A peça publicitária, voltada para o público jovem, trazia entre seus personagens uma transexual. Bolsonaro assistiu ao comercial, desaprovou a proposta e determinou sua suspensão.

Em outro episódio que gerou controvérsia, o filho do vice-presidente, Hamilton Mourão, foi nomeado assessor de Novaes em janeiro do ano passado. Antônio Hamilton Rossell Mourão foi para a assessoria especial do presidente do Banco do Brasil.

Com a ascensão no banco público, o filho do vice passou a ganhar R$ 36,3 mil, o triplo do salário que recebia antes. A função equivale a um cargo de executivo.

A decisão gerou desconforto na cúpula do governo, segundo relatos. Para integrantes da equipe ministerial, a escolha divergia da conduta defendida por Bolsonaro, durante a campanha presidencial, de acabar com privilégios.

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Assuntos andré brandão, Banco do Brasil, Rubem Novaes
Redação 1 de agosto de 2020
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