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A Arena da Amazônia e os oito povos

24 de setembro de 2013 Sem categoria
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Eu já estive em algumas Copas do Mundo de futebol e outras tantas Olimpíadas. É uma beleza o congraçamento dos povos que se encontram fora dos estádios e,  sejam alemães, italianos ou os enlouquecidos “hooligans” ingleses, nos arredores dos estádios, não se vê o pau cantar. A torcida dos países “copeiros” são de alto nível e comparecem aos estádios para um show. Um show de bola desses que o Brasil deu na Espanha durante a Copa das Confederações. Aquilo foi uma demonstração de que o show vai continuar. Show dentro do gramado, show nas cadeiras e arquibancadas. Show nos bares e restaurantes.

Os europeus inventaram um estádio, chamaram-no de Arena, e entregaram para o Brasil se apresentar. É um teatro onde o público, que antes escalava fosso e invadia campos, agora, espera o Neymar e o Fred, de braços abertos, para comemorarem seus gols de placa. E todo gol da Seleção Canarinho, no Maracanã, é gol de placa.

No Norte do Brasil, precisamente na minha Manaus, a FIFA inventou a Arena mais bonita de todas as que o Brasil construiu, e colocou o Amazonas no mapa dos grandes eventos do futebol. Está escrito:

“ No Norte do Brasil só existe uma arena com Padrão FIFA: A Arena da Amazônia”.

A Arena da Amazônia é, portanto, o lugar onde a FIFA fará suas eliminatórias e seus jogos para a Amazônia e para os países que nos honram com suas fronteiras e com seus líderes.

O projeto foi feito pelo mesmo Gerkan que tratou dos melhores estádios implantados na Alemanha, China e África do Sul. Os defeitos que por acaso pudessem encontrar nos estádios anteriores, foram melhorados na nossa Arena.

No nosso Amazonas chove mais que em todos os lugares em que os arquitetos já estudaram. Eles fizeram uma drenagem por aspiração para o campo de jogo. Resumindo:

“São Pedro pode mandar chuva que servirá para aguar a grama Emerald. O excesso será aspirado durante o jogo ou a qualquer momento”

A estrutura é revestida com uma camada de politetrafluoretileno, para reduzir a temperatura interna da Arena. Pelo que vi nos estádios da África, e naquele que chamam de Maracanã, existe ar-condicionado em todos os setores, e não seria nenhuma alucinação termos esse direito. Onde já se viu o Teatro Bolshoi, sem ar-condicionado, no verão russo.

O grande filósofo e escritor americano Felice Leonardo Buscaglia, Léo Buscaglia, idealizador do curso “Amor”, na University of Southern California – EUA, e, também, pioneiro dos labirintos da “auto-ajuda”, cunhou sua existência na frase:

“ Primeiro as pessoas, depois as coisas”

Léo Buscaglia começou suas aulas sobre o “Amor” e só havia só havia uma pessoa para assisti-lo. Ao final do semestre, as aulas de Léo Buscaglia eram as mais procuradas da universidade. Assim serão os desportistas brasileiros ao conhecerem e admirarem a nossa Arena.

Ora, se o nosso clima é tudo isso que nós sentimos e a Arena custará seiscentos milhões de reais, mais cinquenta milhões não fará falta para aterrarmos mais um igarapé e fazer novas e preciosas casas. Eu só sei de uma coisa:

O nosso povo merece!

É caro uma Arena do padrão da nossa? Eu creio que não. O Teatro Amazonas foi muito mais do que isso, e é a única obra que temos para mostrar ao mundo com quase quatrocentos anos de história. A outra, é o Encontro das Águas, doado pelo Homem em um dos seus grandes momentos de amor e bondade.

Tudo isso para dizer umas palavras sobre aquilo que estamos esquecendo: no dia 25 de junho de 2014, na Arena da Amazônia, em Manaus, às 16:00 horas de uma quarta-feira, jogarão E1 X E4. E1 quer dizer cabeça da chave “E”, ou um dos campeões do mundo, que bem pode ser a Itália, a Argentina, a Alemanha, a Espanha, o Uruguai ou a Inglaterra. O Brasil é o único país que se conhece como cabeça de chave. Na chave “A”.

Em junho de 2014 virão à nossa Manaus, oito povos para quatro jogos na nossa Arena. Um desses povos, sendo o cabeça de chave do grupo “E”, trará uma legião de fanáticos por futebol. Juntando um campeão com a outra seleção (E4), podemos estar falando de vinte mil estrangeiros na nossa cidade.

O Cubo d’Água, onde foram realizadas as competições de natação nas Olimpíadas de Pequim, foi transformado em um gigantesco Parque das Águas onde as pessoas descem em tobogãs, tubos e outros brinquedos como  o Beach Park, aquele que construiram em Fortaleza.

No dia 10 de dezembro de 2011, o Cubo d’Água, em Pequim, recebeu 620.000 pessoas a apenas U$20.00 por indivíduo. É claro que os números chineses são sempre fantásticos, mas é uma realidade que impressiona o mundo.

Faltam 250 dias para o início da Copa do Mundo e precisamos aprontar a cidade e o povo para fazermos uma grande Copa do Mundo.

 

Roberto Caminha Filho, economista e nacionalino,

acredita em Brasil X Alemanha na final do Maracanã.

 

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