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Política

Tribunal diz que liberação de deputados precisa de aval de desembargador

17 de novembro de 2017 Política
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Tribunal Regional Federal informou que soltura de deputados estaduais do Rio precisa de aval da Justiça (Foto: Reprodução)

Do Estadão Conteúdo

RIO DE JANEIRO – A liberação de três deputados estaduais pelo PMDB do Rio – Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo – depende da assinatura do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Abel Gomes, em uma expedição de soltura, informou o tribunal, por meio de sua assessoria de imprensa. Gomes é relator do processo julgado nessa quinta-feira, 16, que determinou a prisão preventiva dos três parlamentares por suposta participação em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

A maioria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu liberar os três parlamentares que, desde ontem à noite, estão na Cadeia Pública José Frederico Marques, conhecida como Presídio de Benfica, localizado na zona norte do Rio de Janeiro. Concluída a votação, o passo seguinte seria o envio de um ofício pela Alerj ao desembargador Gomes. Ele, então, poderia determinar que Picciani, Albertassi e Melo fossem soltos a qualquer momento, mesmo durante o plantão do fim de semana.

O TRF, por meio da assessoria de imprensa, frisou que esse é o trâmite formal e não soube explicar por que representantes da Alerj estariam se encaminhando diretamente ao presídio para liberar os deputados, como informado pela assembleia.

Livres

Presos nesta quinta-feira, 16, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, deputado Jorge Picciani, o deputado Paulo Melo e o líder do governo, deputado Edson Albertassi, todos do PMDB, devem ser soltos ainda nesta sexta-feira, 17.

A casa decidiu pela soltura deles por 39 votos a 19, e houve uma abstenção. Eles devem retomar suas funções parlamentares já na terça-feira que vem (segunda é feriado).

O secretário da Mesa Diretora da Alerj se encaminha para entregar a decisão à cadeia pública de Benfica, onde estão os deputados e também o ex-governador Sergio Cabral (PMDB) – que nesta sexta-feira faz um ano preso.

A prisão foi determinada na quinta-feira pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Os três parlamentares teriam recebido propina de empresas do setor de transportes.

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Assuntos Alerj, corrupção, Edson Albertassi, Jorge Picciani, Paulo Melo
Redação 17 de novembro de 2017
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