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Política

Governo tenta retomar reforma da Previdência, mas esbarra na política

20 de agosto de 2017 Política
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Vice-líder do governo, deputado Beto Mansur diz que não há mobilização para analisar reforma da Previdência (Foto: Antonio Cruz/ABr)
Vice-líder do governo, deputado Beto Mansur diz que não há mobilização para analisar reforma da Previdência (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – O governo pretende intensificar nesta semana as negociações com os parlamentares para retomar a votação da reforma da Previdência. A intenção é dar sinais positivos ao mercado e aos investidores, depois de a equipe econômica ter precisado anunciar uma ampliação na previsão de rombo nas contas neste e nos próximos três anos.

Mas os planos no governo devem esbarrar em um Congresso cada vez mais focado na reforma política, que precisa ser aprovada até o início de outubro e mexe diretamente com os interesses dos parlamentares. “A reforma da Previdência está parada. Não adianta ficar mexendo nisso agora, porque a gente não está com essa pauta. Tem reforma política, meta fiscal na frente. Não dá para discutir isso agora”, disse Beto Mansur (PRB-SP), um dos vice-líderes do governo na Câmara e um dos responsáveis por contabilizar votos que o governo tem para aprovar a matéria.

As articulações pela reforma da Previdência ficaram completamente paralisadas após o estouro da crise política com as delações dos executivos da JBS, que implicaram o presidente Michel Temer. Com a rejeição da denúncia contra Temer pela Câmara dos Deputados, a intenção do governo é retomar as conversas pela aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria e pensões no Brasil, que atacam o principal gasto no Orçamento do País.

Mas o governo está longe de ter os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma. Pelas contas de Mansur, o governo só tem hoje 220 votos a favor do texto aprovado na comissão especial. Esse número é até menor do que os cerca de 250 que eram contabilizados antes do episódio JBS.

Política

Integrantes do governo reconhecem nos bastidores que a reforma política e a mudança nas metas fiscais para 2017 e 2018 dominaram as discussões nos últimos dias e acabaram atrapalhando as conversas, mas o objetivo é tentar reverter esse jogo. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, os principais defensores da reforma dentro do governo já se reuniram com parlamentares do PMDB, do PSDB e do DEM e deputados de partidos menores para buscar apoio.

A avaliação do governo é de que, embora a reforma política e a discussão sobre a meta tenham atrasado a retomada da Previdência a estratégia a ser mantida é a mesma. A percepção da área econômica é que há um clima mais favorável à votação. O engajamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como uma espécie de porta-voz pela aprovação da reforma da Previdência, é um fator positivo nesse trabalho.

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Assuntos Amazonas, Beto Mansur, Câmara dos Deputados, INSS, reforma da previdência
Cleber Oliveira 20 de agosto de 2017
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