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zmanchete

Cármen Lúcia alega suspeição e recursos do Amazonas no STF vão para Dias Tóffoli

6 de julho de 2017 zmanchete
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Cármen Lúcia (Foto: José Cruz/ABr)
Cármen Lúcia declarou-se suspeita por questão de foro íntimo (Foto: José Cruz/ABr)

Da Redação, com informações do correspondente em Brasília

MANAUS – A ministra e presidente do Supremo Tribunal Federa, Cármen Lúcia, declarou-se impedida “por questões de foro íntimo” no julgamento dos agravos regimentais do senador Eduardo Braga (PMDB) e do deputado Luiz Castro (Rede), na Ação Cautelar que suspendeu o processo eleitoral no Amazonas. Com a suspeição da presidente, o processo foi distribuído para o vice-presidente do STF, ministro Dias Tóffoli.

As agravos questionavam a competência do ministro Ricardo Lewandowski, relator da ação cautelar proposta pelo vice-governador Henrique Oliveira (SD), que pedia a suspensão do processo de eleição direta para governador do Amazonas. Na quarta-feira, 28, o ministro concedeu liminar suspendendo a eleição até o julgamento de embargos de declaração no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no acórdão da decisão que cassou o governador e o vice-governador do Amazonas.

O motivo da suspeição da ministra Cármen Lúcia é o parentesco dela com o advogado Sepúlveda Pertence, contratado pelo senador Eduardo Braga para atuar no processo. A presidente do STF é prima de terceiro grau do ex-ministro, que agora atua como advogado.

O ministro Dias Toffoli estava em Portugal até ontem. No STF, a assessoria não soube informar se ele já voltou ao Brasil. Toffoli participou de evento em que estavam presentes também os ministros do STF Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Melo.

Se não estiver em Brasília até esta sexta-feira, o processo é redistribuído ao decano do Supremo, ministro Celso de Melo, uma vez que há urgência no julgamento dos recursos.

(Atualizada às 16h37)

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Assuntos agravo regimental, Dias Toffoli, Eduardo Braga, Embargos de declaração, Luiz Castro, STF
Valmir Lima 6 de julho de 2017
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